Oposição insistirá em abertura de CPMI do Master após o Carnaval

A avaliação é que uma comissão mista tramitará mais rápido que uma CPI, visto que há outros pedidos na frente

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1 de 1 Foto colorida Plenário da Câmara dos Deputados durante sessão do Congresso Nacional - Metrópoles - Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles @vinicius.foto

A oposição do Congresso Nacional insistirá em uma abertura de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), em que reúne senadores e deputados, para investigar o caso do Banco Master, segundo líderes ouvidos pelo Metrópoles. No momento, a avaliação é de que a investigação mista é mais viável que uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que envolve somente uma das Casas Legislativas, visto que tem outros 17 pedidos de uma abertura de um colegiado na frente e a cronologia deve ser respeitada.

A pressão, no entanto, deve vir após o recesso do Carnaval. O Congresso funcionará cerca de duas semanas antes de interromper os trabalhos novamente. O período é marcado por um esvaziamento das duas Casas e leva os parlamentares até seus estados. A abertura da Sessão Legislativa está marcada para segunda-feira (2/2).

No senado, a oposição já conseguiu o número suficiente de assinaturas para a abertura da comissão. Como mostrou o Metrópoles, ainda em dezembro de 2025 o grupo conseguiu a assinatura de 28 senadores e 177 deputados. Já em janeiro deste ano, o número chegou a ter o apoio de mais da metade da Casa Alta.


A pressão pela abertura da CPMI do Banco Master

  • Oposição do Congresso articula abertura de uma CPMI para investigar o caso Banco Master, considerada mais viável que uma CPI por causa da fila regimental.
  • Pressão pela instalação da comissão deve ganhar força após o recesso do Carnaval, período de esvaziamento das atividades legislativas.
  • A oposição já reúne número suficiente de assinaturas; apoio inclui até parlamentares da base do governo e o líder governista.
  • Caso Banco Master envolve suspeita de fraudes, liquidação pelo BC e contrato milionário ligado à esposa do ministro Alexandre de Moraes.

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O cenário da abertura da CPMI ainda está um pouco embaralhado, visto que líderes da base do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), como Eduardo Braga (MDB-AM) e Omar Aziz (PSD-AM), também assinaram. O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), também defende a abertura de uma investigação.

Para uma comissão de investigação ser aberta, no entanto, o requerimento de criação deve ser lido em uma sessão conjunta pelo respectivo presidente da Casa. Neste caso, precisa ser proferida pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Regimentalmente, no entanto, não há prazo para que Alcolumbre faça a oficialização da CPMI. O requerimento sugere a composição de 30 membros, 15 senadores e 15 deputados, e uma duração inicial de 180 dias, podendo ser prorrogada.

Banco Master

O episódio passou a repercutir entre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) após a divulgação de vínculos entre o Banco Master — que teve sua liquidação decretada pelo Banco Central sob suspeita de fraudes — e o escritório de advocacia pertencente à esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, responsável pela relatoria da ação penal sobre a tentativa de golpe.

A contratação, que previa o pagamento de R$ 129 milhões em honorários, foi localizada no telefone celular do controlador da instituição, Daniel Vorcaro. O aparelho foi apreendido no momento em que o empresário foi detido durante a Operação Compliance Zero, deflagrada simultaneamente à intervenção no banco. Vorcaro se preparava para viajar a Dubai quando foi abordado por agentes da Polícia Federal.

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