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Volta do recesso do Congresso terá pressão por CPMI do Banco Master

Oposição reúne assinaturas desde dezembro e diz já ter número necessário para que Alcolumbre leia requerimento

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Integrantes da oposição que coletam assinaturas para a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o caso do Banco Master esperam o fim do recesso parlamentar para pressionar o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para tirar o colegiado do papel.

O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ), responsável pelo requerimento, diz já ter coletado 257 assinaturas de deputados e senadores, tanto da oposição quanto da base do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Como antecipado pelo Metrópoles, o requerimento atingiu o número mínimo de assinaturas em 31 de dezembro, quando 28 senadores e 177 deputados federais declararam apoio à iniciativa.


Divisão de assinaturas no requerimento por partido na Câmara:

  • PL: 75
  • União Brasil: 32
  • PSD: 22
  • PP: 20
  • MDB: 17
  • Republicanos: 15
  • Podemos: 8
  • PSDB: 7
  • PSB: 5
  • Novo: 4
  • Cidadania: 4
  • PDT: 3
  • Avante: 2
  • PRD: 2
  • Solidariedade: 1

Para uma CPMI ser oficializada, o requerimento deve ser lido pelo presidente do Congresso Nacional em uma sessão conjunta. Regimentalmente, no entanto, não há prazo para que Alcolumbre faça a oficialização da CPMI. O requerimento sugere a composição de 30 membros, 15 senadores e 15 deputados, e uma duração inicial de 180 dias, podendo ser prorrogada.

Ao Metrópoles Carlos Jordy disse que continua coletando assinaturas e que, em 2 de fevereiro, irá protocolar o requerimento com as assinaturas necessárias.

O caso ganhou força entre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), após a veiculação da relação entre o Master, que foi liquidado pelo Banco Central acusado de fraudes, e o escritório de advocacia da esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes – relator da ação penal da trama golpista.

O contrato de prestação de serviços no valor de R$ 129 milhões estava no celular do dono do banco, Daniel Vorcaro, apreendido quando o empresário foi preso durante a Operação Compliance Zero, deflagrada junto à liquidação da instituição financeira. O empresário estava prestes a embarcar rumo a Dubai quando foi procurado pelos agentes federais.


Divisão de assinaturas no requerimento por partido no Senado:

  • PL: 13
  • Republicanos: 5
  • PP: 4
  • Podemos: 3
  • MDB: 3
  • PSD: 3
  • PSDB: 3
  • União Brasil: 2
  • PT: 1
  • Novo: 1
  • PSB: 1
  • PDT: 1

A repercussão do caso atraiu o apoio do centro e também de integrantes da base do governo Lula. Uma das assinaturas do requerimento no Senado é do líder do MDB, Eduardo Braga (AM).

Paralelo à CPMI, governistas na Câmara pedem a abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito). Diferente da CPMI, o colegiado seria formado somente por deputados. O pedido agora endereçado a Hugo Motta (Republicanos-PB) também já contaria com as assinaturas necessárias para ter a comissão instalada.

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Na última quarta-feira (14/1), a Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Compliance Zero, que mirou familiares e sócios de Vorcaro. Ao todo, a ação acarretou no cumprimento de 42 mandados de busca e apreensão em cinco estados: São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.

A ação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli, relator do caso. Na sexta-feira (16/1), o magistrado atendeu a um pedido da PF e prorrogou o inquérito por mais 60 dias.

A determinação se deu após o ministro indicar peritos da própria corporação para acompanhar a extração de dados e a realização da perícia do material apreendido no âmbito das investigações envolvendo o Banco Master, que ficará sob a tutela da Procuradoria-Geral da República (PGR).

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