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Brasil

Oposição acompanha julgamento do caso Moraes em telões no Senado

Senadores e deputados estão no plenário da Comissão de Direitos Humanos, onde dois telões exibem ao vivo a sessão extraordinária da Corte

15/09/2026 12:57, atualizado 15/09/2026 13:41
Kevin Lima/Metrópoles
Senadores assistem ao julgamento do caso Moraes no STF

Senadores e deputados de oposição usaram nesta terça-feira (15/9) um plenário das comissões do Senado para assistir ao vivo à sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que analisa revelações de um relatório da Polícia Federal sobre supostos diálogos entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-dono do Banco Master Daniel Vorcaro.

Os parlamentares colocaram a transmissão da TV Justiça nos dois telões do espaço. O grupo se reuniu no plenário da Comissão de Direitos Humanos, presidida pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF).

Desde o início do julgamento, eles têm alternado discursos com períodos de silêncio para acompanhar a transmissão. Sentados à mesa da presidência da comissão e nas primeiras fileiras do plenário, os senadores ouvem as discussões entre os ministros do STF.

Entre os presentes estão Damares, Tereza Cristina (PP-MS), Alessandro Vieira (MDB-SE), Carlos Viana (PSD-MG), Jorge Seif (PL-SC) e Magno Malta (PL-ES). Também acompanham as deputadas Adriana Ventura (Novo-SP) e Júlia Zanatta (PL-SC).

A oposição no Congresso tem defendido a investigação das suspeitas relacionadas a Moraes e a abertura de um processo de impeachment contra o ministro. Parlamentares do grupo também têm saído em defesa da atuação de André Mendonça, responsável por determinar a confecção do material sobre Alexandre de Moraes, na condução do caso Master.

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No STF, os ministros analisam o relatório da Polícia Federal que reúne informações sobre supostas mensagens trocadas entre Vorcaro e Moraes e discutem a obtenção e o uso desse material. Nunes Marques e Dias Toffoli se declararam impedidos de participar do julgamento.

Na abertura, o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, afirmou que o Supremo atravessa um “período difícil” de sua história e fez um apelo pela preservação da instituição e do respeito entre os ministros.

“Não temos o direito de entregar às gerações futuras um Supremo Tribunal Federal menor do que aquele que recebemos. Isso não significa ausência de divergência. Ao contrário. O Supremo existe para que posições jurídicas diferentes possam ser apresentadas, debatidas e submetidas ao julgamento do colegiado. Há respeito institucional mesmo quando há discordância”, disse.

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