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Brasil

ONU vê evidência de "diversas dimensões de racismo" em morte de João Beto

"O debate sobre a eliminação do racismo e da discriminação racial é, portanto, urgente e necessário", diz nota da entidade

21/11/2020 14:49, atualizado 21/11/2020 15:08
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Reprodução/Redes Sociais
cliente agredido e morto por seguranças do supermercado Carrefour

O escritório da Organização das Nações Unidas (ONU) manifestou preocupação com a morte de João Alberto Silveira Freitas, conhecido como João Beto, espancado por dois seguranças de um supermercado da rede Carrefour em Porto Alegre.

“A violenta morte de João, às vésperas da data em que se comemora o Dia da Consciência Negra no Brasil, é um ato que evidencia as diversas dimensões do racismo e as desigualdades encontradas na estrutura social brasileira”, afirmou a entidade em nota.

Na carta aberta, a ONU cita números da violência racial no Brasil, apontando que 75% das vítimas de homicídio no Brasil são negras, e sugere que o poder público se engaje mais na questão.

“O debate sobre a eliminação do racismo e da discriminação racial é, portanto, urgente e necessário, envolvendo todas e todos os agentes da sociedade, inclusive o setor privado.”

No comunicado, a organização reitera que a proibição da discriminação racial consta dos principais instrumentos internacionais de direitos humanos e também na legislação brasileira, e que é preciso fazer valer a lei.

“A ONU Brasil insta as autoridades brasileiras a garantirem a plena e célere investigação do caso e clama por punição adequada dos responsáveis, por reparação integral a familiares da vítima e pela adoção de medidas que previnam que situações semelhantes se repitam”, diz o comunicado.

O escritório da ONU no Brasil é um dos que estão promovendo a Campanha Vidas Negras, iniciativa da organização para promover a “construção de uma sociedade igualitária e livre do racismo”.

ONU vê evidência de “diversas dimensões de racismo” em morte de João Beto - destaque galeria
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Ele foi espancado até a morte em uma unidade do Carrefour, em Porto Alegre
Um vídeo mostra as agressões
Ele morreu ainda no local
João Alberto
Cenas do espancamento de João Beto
João Beto caído no chão após as agressões
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João Beto caído no chão após as agressões

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Ele foi espancado até a morte em uma unidade do Carrefour, em Porto Alegre
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Ele foi espancado até a morte em uma unidade do Carrefour, em Porto Alegre

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Um vídeo mostra as agressões
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Um vídeo mostra as agressões

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Ele morreu ainda no local
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Ele morreu ainda no local

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João Alberto
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João Alberto

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Cenas do espancamento de João Beto

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Cenas do espancamento de João Beto

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Cenas do espancamento de João Beto

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Cenas do espancamento de João Beto

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Um desentendimento com funcionários do Carrefour teria motivado as agressões sofridas por João Alberto. Dois seguranças foram presos em flagrante
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Um desentendimento com funcionários do Carrefour teria motivado as agressões sofridas por João Alberto. Dois seguranças foram presos em flagrante

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A vítima foi atacada com vários socos e golpes, registrados em vídeos por pessoas que assistiam à cena de terror
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A vítima foi atacada com vários socos e golpes, registrados em vídeos por pessoas que assistiam à cena de terror

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Cenas do espancamento de João Beto
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Cenas do espancamento de João Beto

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João Alberto foi morto no dia 19/11, véspera do Dia Nacional da Consciência Negra, ao ser espancado por dois seguranças de uma das filiais da rede Carrefour
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João Alberto foi morto no dia 19/11, véspera do Dia Nacional da Consciência Negra, ao ser espancado por dois seguranças de uma das filiais da rede Carrefour

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Dezenas de pessoas – entre amigos, familiares e militantes de movimentos negros – acompanharam o velório e o sepultamento de João Alberto Silveira Freitas
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Dezenas de pessoas – entre amigos, familiares e militantes de movimentos negros – acompanharam o velório e o sepultamento de João Alberto Silveira Freitas

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Ele foi enterrado na manhã de 21/11, no Cemitério Municipal São João, zona norte de Porto Alegre
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Ele foi enterrado na manhã de 21/11, no Cemitério Municipal São João, zona norte de Porto Alegre

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