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O que falta para oficializar o reajuste dos servidores? Entenda

Como adiantou o Metrópoles, o salário dos servidores referente a abril e o reajuste salarial retroativo serão pagos em 2 de maio

Giovanna Estrela09/04/2025 02:00, atualizado 11/04/2025 09:33
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Hugo Barreto/Metrópoles
Servidor caminha no gramado da Esplanada - Metrópoles

O reajuste salarial dos servidores públicos federais já é uma realidade, mas ainda depende de um último passo no Congresso Nacional para ser, de fato, oficializado. Isso porque, como a medida provisória de dezembro de 2024 vai perder validade em junho, o governo federal precisou por encaminhar um projeto de lei, com pedido de urgência na tramitação, para garantir o reajuste de maneira definitiva. A efetivação do aumento salarial ficou paralisada devido à demora na aprovação do Orçamento de 2025, aprovado no fim de março e submetido à sanção presidencial.

Como adiantou o Metrópoles, o salário dos servidores referente a abril e o reajuste salarial retroativo serão pagos em 2 de maio.

A proposta inclui os acordos firmados entre o governo e diferentes categorias do funcionalismo, abrangendo todos os servidores ativos, aposentados e pensionistas. Ela também traz mudanças nas estruturas das carreiras públicas, como a criação de novas funções e alterações nos critérios de progressão.

A escolha por um projeto de lei, e não por uma nova medida provisória, foi resultado de um acordo entre o Executivo e o Legislativo. Segundo o líder do governo na Câmara, deputado Zé Guimarães (PT-CE), a decisão teve o apoio do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), e busca evitar novos impasses como o que travou a tramitação da medida provisória anterior.

Com o pedido de urgência constitucional, o projeto ganha prioridade na pauta do Congresso. A expectativa é que a votação ocorra de forma rápida a fim de garantir tempo hábil para os ajustes na folha de pagamento.

O que está previsto no texto?

O projeto formaliza 38 acordos firmados com diversas categorias do funcionalismo. Entre os principais pontos, estão:

  • Reajuste salarial com efeito retroativo a janeiro de 2025.
  • Criação de novas carreiras, como as de Desenvolvimento Socioeconômico, Políticas de Justiça e Defesa, e Fiscalização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
  • Reestruturação de cargos e funções de confiança.
  • Novas regras para progressão na carreira, aumentando o tempo necessário para alcançar o topo.

Essas mudanças terão impacto orçamentário de R$ 17,9 bilhões em 2025 e R$ 8,5 bilhões em 2026, considerando salários, gratificações e funções de confiança.

Quando o pagamento será feito?

Apesar de haver necessidade de aprovação no Congresso, o governo federal já anunciou que pretende pagar os salários reajustados no dia 2 de maio. Os valores estarão na folha de abril, com efeitos retroativos a janeiro.

No caso de servidores que ocupam cargos comissionados ou funções específicas, o reajuste valerá a partir de fevereiro.

A previsão orçamentária para esses pagamentos já foi incluída na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2024, aprovada pelo Congresso e que deve ser sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva até esta sexta-feira (11/4).

Reajuste mais amplo desde 2015

O acordo atual é considerado o mais abrangente desde 2015, ainda durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff. Em 2023, os servidores federais receberam reajuste linear de 9%.

Neste ano, o governo optou por negociações específicas com as categorias, o que resultou em um conjunto mais complexo de medidas, incluindo reestruturações e novos cargos.

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