Novo chanceler, Carlos Franco França chefiou cerimonial de Bolsonaro

Presidente da República fez seis trocas no primeiro escalão de seu governo nesta segunda. No Itamaraty, entra Carlos Alberto Franco França

atualizado 29/03/2021 19:27

Reprodução

Servidor de carreira do Ministério das Relações Exteriores, o embaixador Carlos Alberto Franco França, que assume o cargo deixado vago pelo agora ex-chanceler Ernesto Araújo, trabalha no Palácio do Planalto desde o início do governo Bolsonaro. De perfil discreto, porém, o novo chanceler evitou os holofotes até hoje, no que parece diferente do antecessor.

Logo no início de 2019, o diplomata Carlos Alberto Franco França foi cedido ao Planalto para chefiar o cerimonial do presidente da República. Trata-se da organização de cerimônias para o lançamento de programas ou recepções a outros chefes de Estado. Ele ocupou o posto até outubro de 2020, quando foi transferido para a assessoria especial de Bolsonaro.

Durante todo o período de governo, apesar de não aparecer, o diplomata sempre esteve muito próximo de Bolsonaro. Segundo o livro Tormenta, da jornalista Thaís Oyama, Franco França fazia parte do círculo pessoal do presidente no Fórum Econômico Mundial em Davos, em 2019, primeiro evento internacional após a posse.

Seu último posto no Itamaraty foi como ministro-conselheiro na embaixada do Brasil em La Paz, na Bolívia. Ainda no órgão, os interesses profissionais de França se focaram na integração energética da América do Sul.

Assim como Araújo, foi promovido a embaixador há pouco tempo, em 27 de dezembro de 2019, e nunca ocupou o comando de uma embaixada no exterior.

Trabalhou com Dilma

A experiência do diplomata com o setor cerimonial vem do governo de Dilma Rousseff (PT). Ele foi assessor do chefe do cerimonial do Palácio do Planalto de 2011 a 2015.

Ele nasceu em abril de 1964 em Goiânia e, para se formar no Instituto Rio Branco, escreveu a tese “Os empreendimentos hidroelétricos do rio Madeira e as relações Brasil-Bolívia: análise das perspectivas de integração energética bilateral”.

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A reforma ministerial

O presidente Jair Bolsonaro oficializou, na noite desta segunda-feira (29/3), mudanças no comando de seis ministérios. Até a mais recente atualização desta reportagem, os atos não haviam sido publicados no Diário Oficial da União (DOU).

A reforma ministerial realizada nesta segunda é a mais ampla realizada, em uma única vez, pelo Palácio do Planalto desde o início do governo Bolsonaro, em janeiro de 2019.

Confira as mudanças e os nomes:

Ministério da Defesa

Sai: Fernando Azevedo e Silva
Entra: Walter Braga Netto

Casa Civil

Sai: Walter Braga Netto
Entra: Luiz Eduardo Ramos

Secretaria de Governo da Presidência

Sai: Luiz Eduardo Ramos
Entra: Flávia Arruda, deputada federal

Advocacia-Geral da União

Sai: José Levi Mello
Entra: André Luiz Mendonça

Ministério da Justiça

Sai: André Luiz Mendonça
Entra: Anderson Gustavo Torres, delegado da Polícia Federal

Ministério das Relações Exteriores

Sai: Ernesto Araújo
Entra: embaixador Carlos Alberto Franco França

 

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