“Novo Cangaço”: família acusa Bope de matar empresário por engano
Na ação policial em MT que teria vitimado Luiz Miguel Melek, de 40 anos, outros três homens também morreram
atualizado
Compartilhar notícia

Após Luiz Miguel Melek, de 40 anos, ser encontrado morto, nessa quinta (10/6), a família denunciou que a vítima foi executada pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) de Mato Grosso por engano.
Segundo a Polícia Militar do estado, o homem, pai de dois filhos e proprietário de uma loja chamada “Casa das Motos”, no município de Alta Floresta (MT), era suspeito de participar de um grupo de criminosos da modalidade “Novo Cangaço” — nome popular para assaltos a bancos e carros-fortes — responsável por um roubo a duas agências bancárias, no município de Nova Bandeirantes, no último dia 4 de junho. As informações são do RD News.
À TV Nativa Alta Floresta, afiliada na TV Record, Dinho Melek, irmão da vítima, disse que o empresário tinha saído do município em direção à região do garimpo para levar óleo e não voltou.
“Na quinta eu fechei a oficina, o coração começou a apertar. Comecei a ficar preocupado e de repente amigos chegaram falando que era o corpo dele, um dos caras envolvidos na fatalidade. Mandaram fotos no grupo da oficina e na internet também. Ele nunca teve problema de droga, problema com roubo, nunca teve problema com a polícia”, disse. No dia do roubo, a família alega que o homem estava em viagem para o Paraná.
Na ação policial que teria vitimado Luiz Miguel Melek, outros três homens também morreram. Dentre os mortos, ele era o único que não possuía mandado de prisão em aberto ou passagem pela polícia.
A policia recuperou 18% do valor roubado com os criminosos, um total de R$ 164,7 mil. A PM disse que os homens chegaram a ser levados para o hospital, mas não resistiram. Policiais continuam na região com o intuito de capturar outros envolvidos com o crime.
O crime
Bandidos fortemente armados invadiram de forma simultânea, na última sexta-feira (4/6), agências do Sicredi e do Sicoob. Eles portavam fuzis e espingardas de calibre 12, renderam funcionários e clientes, que foram feitos reféns e utilizados de escudo humano durante a fuga.
No roubo, o grupo levou ao menos R$ 900 mil das agências bancárias. Eles também roubaram colete balístico, revólveres e munições.
Na ação, dois carros foram incendiados no percurso para atrapalhar a chegada da polícia. As vítimas, por outro lado, foram sendo soltas ao longo da fuga. Até então, os criminosos estavam foragidos.
O que diz a Secretaria de Estado de Segurança Pública
De acordo com a Secretaria de Estado de Segurança Pública, a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), da Polícia Civil, está reunindo informações para confirmar a identidade e envolvimento das pessoas mortas. Também foi informado que a investigação está em andamento.
Equipes da PM e da Polícia Civil estão em campo para apurar a dinâmica e os envolvidos no assalto ocorrido em Nova Bandeirantes.
