“Novo Cangaço”: família acusa Bope de matar empresário por engano

Na ação policial em MT que teria vitimado Luiz Miguel Melek, de 40 anos, outros três homens também morreram

atualizado 11/06/2021 23:01

Luiz Melek, 40 anos, era dono de loja de motocicletasReprodução

Após Luiz Miguel Melek, de 40 anos, ser encontrado morto, nessa quinta (10/6), a família denunciou que a vítima foi executada pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) de Mato Grosso por engano.

Segundo a Polícia Militar do estado, o homem, pai de dois filhos e proprietário de uma loja chamada “Casa das Motos”, no município de Alta Floresta (MT), era suspeito de participar de um grupo de criminosos da modalidade “Novo Cangaço” — nome popular para assaltos a bancos e carros-fortes — responsável por um roubo a duas agências bancárias, no município de Nova Bandeirantes, no último dia 4 de junho. As informações são do RD News.

À TV Nativa Alta Floresta, afiliada na TV Record, Dinho Melek, irmão da vítima, disse que o empresário tinha saído do município em direção à região do garimpo para levar óleo e não voltou.

“Na quinta eu fechei a oficina, o coração começou a apertar. Comecei a ficar preocupado e de repente amigos chegaram falando que era o corpo dele, um dos caras envolvidos na fatalidade. Mandaram fotos no grupo da oficina e na internet também. Ele nunca teve problema de droga, problema com roubo, nunca teve problema com a polícia”, disse. No dia do roubo, a família alega que o homem estava em viagem para o Paraná.

Na ação policial que teria vitimado Luiz Miguel Melek, outros três homens também morreram. Dentre os mortos, ele era o único que não possuía mandado de prisão em aberto ou passagem pela polícia.

A policia recuperou 18% do valor roubado com os criminosos, um total de R$ 164,7 mil. A PM disse que os homens chegaram a ser levados para o hospital, mas não resistiram. Policiais continuam na região com o intuito de capturar outros envolvidos com o crime.

O crime

Bandidos fortemente armados invadiram de forma simultânea, na última sexta-feira (4/6), agências do Sicredi e do Sicoob. Eles portavam fuzis e espingardas de calibre 12, renderam funcionários e clientes, que foram feitos reféns e utilizados de escudo humano durante a fuga.

No roubo, o grupo levou ao menos R$ 900 mil das agências bancárias. Eles também roubaram colete balístico, revólveres e munições.

Na ação, dois carros foram incendiados no percurso para atrapalhar a chegada da polícia. As vítimas, por outro lado, foram sendo soltas ao longo da fuga. Até então, os criminosos estavam foragidos.

O que diz a Secretaria de Estado de Segurança Pública

De acordo com a Secretaria de Estado de Segurança Pública, a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), da Polícia Civil, está reunindo informações para confirmar a identidade e envolvimento das pessoas mortas. Também foi informado que a investigação está em andamento.

Equipes da PM e da Polícia Civil estão em campo para apurar a dinâmica e os envolvidos no assalto ocorrido em Nova Bandeirantes.

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