Nova delação de Vorcaro depende de aval da PF, que rejeitou a primeira
Corporação rejeitou primeira versão da colaboração do banqueiro por considerá-la “inconsistente”. Novo acordo deve ter aprovação conjunta
atualizado
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A segunda proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, entregue nesta semana, também precisará receber o aval da Polícia Federal para ser aceita pela Justiça. No mês passado, a corporação rejeitou o acordo apresentado pela defesa do banqueiro. As negociações continuaram com a Procuradoria-Geral da República (PGR).
Nessa nova tentativa, o trabalho deve ser conjunto. Tanto a PGR quanto a PF devem analisar os autos e decidir se aprovam ou rejeitam a proposta de Vorcaro.
Esta é a segunda versão da delação apresentada pela defesa do banqueiro, que passou a ser liderada pelo criminalista Sérgio Leonardo no fim de maio.
O novo material foi entregue pelos advogados de Vorcaro durante uma reunião com a PF e a PGR na segunda-feira (1º/6) e traz nomes de novos personagens que não constavam na primeira versão.
Rejeição
A primeira proposta, coordenada pelo advogado José Luis Oliveira Lima, o Juca, foi rejeitada pelos investigadores por ser considerada “fraca” e “inconsistente” principalmente por omitir episódios graves que a polícia havia descoberto anteriormente, como a suspeita de mesada para o senador Ciro Nogueira (PP-PI).
O empresário não teria cumprido os requisitos de boa-fé, exigidos em lei para firmar acordos de colaboração. Segundo as autoridades, ele teria tentado justificar os crimes que cometeu. As regras de delação preveem que os delatores precisam admitir os atos ilícitos dos quais participaram e de que têm conhecimento.
Para firmar a delação, a lei exige que o delator entregue provas substanciais das declarações, como documentos, vídeos, fotos, gravações e outros materiais que possam corroborar as declarações dele.
A consistência desse material é avaliada pelas instituições. Caso as autoridades considerem as provas insuficientes ou sem novidade para o processo, a delação é rejeitada.
Daniel Vorcaro foi preso em 4 de março no âmbito da terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga a venda de carteiras de créditos fraudulentas ao Banco de Brasília (BRB).