Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

No ritmo atual, população vacinável do país estará imunizada até maio

País vacinaria toda a população a partir de 5 anos até 31 de maio. Governo distribuiu mais de 407 milhões de doses de vacina

02/02/2022 02:00
Compartilhar notícia
Vinícius Schmidt/Metrópoles
Fotografia colorida de enfermeiras vacinando no drive thru

No ritmo atual, o Brasil levaria 118 dias para vacinar 100% da população vacinável, ou seja, a partir de 5 anos, contra a Covid-19, doença causada pelo coronavírus, com duas doses ou dose única.

Atualmente, 74,9% da população brasileira vacinável — 198,5 milhões de pessoas, segundo projeção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) — está com o ciclo vacinal completo. Ou seja, 149,9 milhões de pessoas estão completamente imunizadas.

De acordo com o volume de doses aplicadas por dia, só em 31 de maio toda a população estaria protegida. Para o cálculo a reportagem considerou as 410,7 mil doses aplicadas na segunda-feira (31/1) e dados disponibilizados pela plataforma LocalizaSUS, do Miniatério da Saúde.

Vale ponderar que a imunização de 100% da população dependeria do volume de vacinas disponíveis e da adesão da população, que é impactada, por exemplo, por movimentos antivacina.

Até o momento, o governo federal distribuiu mais de 407 milhões de unidades de vacina Covid-19. Foram aplicadas 355 milhões de doses. A campanha de vacinação começou em janeiro de 2021.

O infectologista especialista em medicina tropical Dalcy Albuquerque, da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), analisou os números a pedido do Metrópoles.

Para ele, mesmo com os percalços, o país atingiu um bom índice de imunização. Dalcy cita o atraso na compra das vacinas e o movimento antivacina.

“Depois de um ano de campanha de vacinação, chegamos a números bastante animadores. Temos quase 80% da população com pelo menos uma dose. Poderíamos ter feito mais? Sempre poderíamos ter feito mais, mas há um momento que se esgota a capacidade dele”, destaca.

Ele completa. “Não podemos esquecer que nossa campanha ela realmente pegou força a partir de abril e maio, quando as vacinas chegaram. Antes, tivemos até a paralização por falta de doses”, frisa.

Para o especialista, neste momento é preciso reforçar a campanha para estimular ainda mais a adesão das pessoas.

“Chegamos a um momento que é o mais difícil. Temos lamentavelmente o embate ideológico. Ela está muito ligado aos 20% finais”, explica. Ele acrescenta. “Pode ser que esse final seja um pouco mais difícil. Nos Estados Unidos, o ritmo estagnou em 60%.”

Importância do SUS

Dalcy ressalta a importância que o Sistema Único de Saúde (SUS) teve nesse processo. “Apesar do SUS ser gigante, ser capilarizado, ele não foi usado em sua plenitude, até mesmo por falta de vacina”, avalia.

O médico ressalta que a vacinação teve um papel fundamental no impacto causado pela variante Ômicron. “Um indicador de sucesso é, com a explosão da Ômicron, o número relativamente pequeno de casos graves. As pessoas que tiveram casos graves não se vacinaram”, sinaliza.

Dalcy reforça que é necessário que a população acredite na imunização e procure os postos de saúde. “Temos uma demonstração inequívoca de que a vacina funciona”, finaliza.

Desde o início da pandemia, o Brasil registrou 25,5 milhões de casos de Covid-19, sendo que 628 mil pessoas morreram em decorrência de complicações da enfermidade.

No ritmo atual, população vacinável do país estará imunizada até maio - destaque galeria
13 imagens
De acordo com a OMS, variantes consideradas de preocupação são aquelas que possuem aumento da transmissibilidade e da virulência, mudança na apresentação clínica da doença ou diminuição da eficácia de vacinas e terapias disponíveis
Já as variantes de interesse apresentam mutações que alteram o fenótipo do vírus e, assim, causam transmissões comunitárias, detectadas em vários países
Apesar da alta taxa de transmissão, a Ômicron possui sintomas menos agressivos que o coronavírus
Em setembro de 2020, a variante Alfa foi identificada pela primeira vez no Reino Unido. Ela possui alta taxa de transmissão e já foi localizada em mais de 80 países. Apesar de ser considerada como de preocupação, as vacinas em uso são extremamente eficazes contra ela
Com mutações resistentes, a variante Beta também foi classificada como de preocupação pela OMS. Identificada pela primeira vez na África do Sul, ela possui alto poder de transmissão, consegue reinfectar pessoas que se recuperaram da Covid-19, incluindo já vacinadas, e está presente em mais de 90 países
Desde o início da pandemia, dezenas de cepas da Covid-19 surgiram pelo mundo. No entanto, algumas chamam mais atenção de especialistas: as classificadas como de preocupação e as de interesse
1 de 13

Desde o início da pandemia, dezenas de cepas da Covid-19 surgiram pelo mundo. No entanto, algumas chamam mais atenção de especialistas: as classificadas como de preocupação e as de interesse

Viktor Forgacs/ Unsplash
De acordo com a OMS, variantes consideradas de preocupação são aquelas que possuem aumento da transmissibilidade e da virulência, mudança na apresentação clínica da doença ou diminuição da eficácia de vacinas e terapias disponíveis
2 de 13

De acordo com a OMS, variantes consideradas de preocupação são aquelas que possuem aumento da transmissibilidade e da virulência, mudança na apresentação clínica da doença ou diminuição da eficácia de vacinas e terapias disponíveis

Morsa Images/ Getty Images
Já as variantes de interesse apresentam mutações que alteram o fenótipo do vírus e, assim, causam transmissões comunitárias, detectadas em vários países
3 de 13

Já as variantes de interesse apresentam mutações que alteram o fenótipo do vírus e, assim, causam transmissões comunitárias, detectadas em vários países

Peter Dazeley/ Getty Images
Apesar da alta taxa de transmissão, a Ômicron possui sintomas menos agressivos que o coronavírus
4 de 13

Apesar da alta taxa de transmissão, a Ômicron possui sintomas menos agressivos que o coronavírus

Getty Images
Em setembro de 2020, a variante Alfa foi identificada pela primeira vez no Reino Unido. Ela possui alta taxa de transmissão e já foi localizada em mais de 80 países. Apesar de ser considerada como de preocupação, as vacinas em uso são extremamente eficazes contra ela
5 de 13

Em setembro de 2020, a variante Alfa foi identificada pela primeira vez no Reino Unido. Ela possui alta taxa de transmissão e já foi localizada em mais de 80 países. Apesar de ser considerada como de preocupação, as vacinas em uso são extremamente eficazes contra ela

Aline Massuca/Metrópoles
Com mutações resistentes, a variante Beta também foi classificada como de preocupação pela OMS. Identificada pela primeira vez na África do Sul, ela possui alto poder de transmissão, consegue reinfectar pessoas que se recuperaram da Covid-19, incluindo já vacinadas, e está presente em mais de 90 países
6 de 13

Com mutações resistentes, a variante Beta também foi classificada como de preocupação pela OMS. Identificada pela primeira vez na África do Sul, ela possui alto poder de transmissão, consegue reinfectar pessoas que se recuperaram da Covid-19, incluindo já vacinadas, e está presente em mais de 90 países

Morsa Images/ Getty Images
A variante Gama foi identificada pela primeira vez no Brasil e também é considerada de preocupação. Ela possui mais de 30 mutações e consegue escapar das respostas imunológicas induzidas por imunizantes. Apesar disso, estudos comprovam que vacinas disponíveis oferecem proteção
7 de 13

A variante Gama foi identificada pela primeira vez no Brasil e também é considerada de preocupação. Ela possui mais de 30 mutações e consegue escapar das respostas imunológicas induzidas por imunizantes. Apesar disso, estudos comprovam que vacinas disponíveis oferecem proteção

NIAID/Flickr
A variante Delta era considerada a mais transmissível antes da Ômicron. Identificada pela primeira vez na Índia, essa variante está presente em mais de 80 países e é classificada pela OMS como de preocupação. Especialistas acreditam que a Delta pode causar sintomas mais severos do que as demais
8 de 13

A variante Delta era considerada a mais transmissível antes da Ômicron. Identificada pela primeira vez na Índia, essa variante está presente em mais de 80 países e é classificada pela OMS como de preocupação. Especialistas acreditam que a Delta pode causar sintomas mais severos do que as demais

Fábio Vieira/Metrópoles
Detectada pela primeira vez na África do Sul, a variante Ômicron também foi classificada pela OMS como de preocupação. Isso porque a alteração apresenta cerca de 50 mutações, número superior ao das demais variantes, é mais resistente às vacinas e se espalha facilidade
9 de 13

Detectada pela primeira vez na África do Sul, a variante Ômicron também foi classificada pela OMS como de preocupação. Isso porque a alteração apresenta cerca de 50 mutações, número superior ao das demais variantes, é mais resistente às vacinas e se espalha facilidade

Andriy Onufriyenko/ Getty Images
Classificada pela OMS como variante de interesse, a Mu foi identificada pela primeira vez na Colômbia e relatada em ao menos 40 países. Apesar de ter domínio baixo quando comparada às demais cepas, a Mu tem maior prevalência na Colômbia e no Equador
10 de 13

Classificada pela OMS como variante de interesse, a Mu foi identificada pela primeira vez na Colômbia e relatada em ao menos 40 países. Apesar de ter domínio baixo quando comparada às demais cepas, a Mu tem maior prevalência na Colômbia e no Equador

Callista Images/Getty Images
Apesar de apresentar diversas mutações que a tornam mais transmissível, a variante Lambda é menos severa do que a Delta, e é classificada pela OMS como de interesse. Ela foi identificada pela primeira vez no Peru
11 de 13

Apesar de apresentar diversas mutações que a tornam mais transmissível, a variante Lambda é menos severa do que a Delta, e é classificada pela OMS como de interesse. Ela foi identificada pela primeira vez no Peru

Josué Damacena/Fiocruz
Localizada nos Estados Unidos, a variante Épsilon é considerada de interesse pela OMS. Isso porque a cepa possui a capacidade de comprometer tanto a proteção adquirida por meio de vacinas quanto a resistência adquirida por meio da infecção pelo vírus
12 de 13

Localizada nos Estados Unidos, a variante Épsilon é considerada de interesse pela OMS. Isso porque a cepa possui a capacidade de comprometer tanto a proteção adquirida por meio de vacinas quanto a resistência adquirida por meio da infecção pelo vírus

Getty Images
As variantes Zeta, identificada no Brasil; Teta, relatada nas Filipinas; Capa, localizada na índia; Lota, identificada nos Estados Unidos; e Eta não são mais consideradas de interesse pela OMS. Essas cepas fazem parte do grupo de variantes sob monitoramento, que apresentam risco menor
13 de 13

As variantes Zeta, identificada no Brasil; Teta, relatada nas Filipinas; Capa, localizada na índia; Lota, identificada nos Estados Unidos; e Eta não são mais consideradas de interesse pela OMS. Essas cepas fazem parte do grupo de variantes sob monitoramento, que apresentam risco menor

Getty Images

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters