No Rio, falsa grávida pode ter ajudado traficante vestido de mulher

As grávidas são dispensadas do scanner corporal e da revista íntima nas rotinas de visitação ao presídio

atualizado 06/08/2019 14:02

O preso Clauvino da Silva, que tentou fugir da penitenciária vestido de mulher, no Rio de Janeiro, neste sábado (02/08/2019), e foi encontrado morto nesta terça-feira (06/08/2019), teria pedido ajuda a uma falsa grávida para montar o disfarce e levar a máscara e as roupas ao criminoso. De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) do Rio, que investiga o caso, ele teria se aproveitado do fato de que gestantes são submetidas a procedimento de segurança diferenciados para as visitas aos presídios. As informações são do portal Extra.

As grávidas são dispensadas do scanner corporal e da revista íntima. Os procedimentos só são permitidos em casos que a mulher esteja portando algum objeto suspeito ou quando há uma denúncia anônima. Segundo a Seap, por esses fatores, é recorrente o uso de grávidas para transporte de drogas e aparelhos telefônicos.

As falsas gestantes falsificam atestados, ultrassonografia e até cartão da gestante. As investigações do órgão mostram que o “kit grávida”, usado para entrar nos presídios, é vendido por R$ 3,5 mil.

No caso de Clauvino, a mulher teria portado o disfarce embaixo da roupa. Apesar das suspeitas, a Seap ainda não confirmou se a mulher, de fato, estava grávida. A polícia analisou que a máscara foi feita de látex e com indicações de acabamento precário. No vídeo registrado pelos agentes penitenciários, é possível ver que a boca não se mexe enquanto Clauvino fala. Já a peruca possui uma etiqueta com a “Shake-N-Go”, que custa, em média, R$ 400.

O traficante foi encontrado morto dentro da cela na manhã desta terça-feira (06/08/2019). De acordo com investigações da Seap, ele teria tirado a própria vida com um lençol. O Corpo de Bombeiros foi acionado e será realizado o registro de ocorrência. Também será instaurada uma sindicância para apurar os fatos.

Conhecido como Ronca, ele estava preso desde 2013 e cumpre pena de 73 anos e 10 meses. A filha de Clauvino, Ana Gabriele Leandro da Silva, 19 anos, também é suspeita de ter ajudado o pai na tentativa de fuga. Ela foi detida.

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