No Dia de Finados, histórias de vítimas da Covid viralizam no Twitter
Hashtag #nãoéumnúmero compila relatos de pessoas sobre amigos e parentes que fazem parte dos mais de 600 mil mortos pela pandemia

São Paulo – O Brasil soma 607.954 mortes por Covid-19, e nesta terça-feira (02/11), Dia de Finados, usuários do Twitter estão aproveitando para contar histórias de vítimas da doença com a hashtag #nãoéumnúmero. Entre as publicações, há relatos de vítimas famosas e anônimas, de amigos e parentes lamentando a ida precoce de seus pessoas queridas.
A Covid-19 foi a principal causa de morte no país de janeiro até julho deste ano, superando o câncer e a doenças cerebrovasculares, segundo dados do Portal da Transparência de Registro Civil da Arpen (Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais).

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Ver todasJornalista e escritor, Arthur Dapieve relembrou a morte de um dos seus amigos próximos, o compositor Aldir Blanc, que morreu em maio do ano passado, vítima da Covid. “Dia de Finados, dia de lembrar nossos mortos, multiplicados pela Covid. O meu primeiro amigo levado pela doença foi Aldir Blanc, 73 anos. Acho que não preciso dizer quem era (e é). Falávamos-nos quase todo dia. Música, futebol, política, família. Saudade danada. #nãoéumnúmero”, tuitou.
Outra homenagem veio de Gustavo Ziller, que perdeu a cunhada. “Eu guardei minha última mensagem para nossa cunhada antes da entrada dela na UTI. Escrevi: “TiaSi (como eu a chamava), saiba que aqui estamos focados em energias positivas. Queria te dizer que sou seu fã”. Ela tinha minha idade, nos deixou aos 46 anos. #nãoéumnúmero”, publicou.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesOutra internauta também usou a hashtag para lembrar de sua madrinha. “Geni dos Santos Reis, minha madrinha, 66 anos. Vítima da Covid-19. ‘A magrela desbocada que dava sua vida pelos irmãos e sobrinhos. A alegria em pessoa’ #naoeumnumero”, escreveu.
Veja outras homenagens abaixo:
Altruísta e de riso leve, via a vida como uma dádiva, um lugar para se tornar alguém melhor e a vida do outro mais alegre. Romildo #nãoéumnúmero
— Raquel Xavier (@raquelxavier47) November 2, 2021
chegar até aqui sem lembrar do tio Hélio, que nos ensinou a ser gente grande. que memória e história precisa ser conservada. um guardião das nossas histórias na Colônia em Parelheiros. uma saudade imensa de tio Hélio. e ele não #nãoéumnúmero.
— Mariana Belmont (@marianabelmont) November 2, 2021
Foi o pai de um amigo querido. Foi um guri que alegrava todo mundo no churrasco de domingo. Foi uma guria que não fazia 1 ano que tinha ingressado no ensino superior. Foi uma vó que não resistiu. Foram amores da vida de muitos alguéns. #nãoéumnúmero
— Mellanie F. Dutra (@mellziland) November 2, 2021
"Ah, meu camarada,
como dói a vida!"Alípio Freire, poeta e revolucionário, sonhava com outros mundos. Morreu de covid-19 no dia 21 de abril. Não era a hora. E isso é mais uma dor. Perdi meu amigo. E não era a hora. #NãoéUmNúmero
— Patricia Cornils (@paticornils) November 2, 2021
Cesar Melo, Vermelho Steam, 46 anos.
Artista absurdamente cheio de vida e amor pela vida de todos os seres que cruzaram seu caminho.
Ele dizia: “tudo tem salvação, tudo tem jeito, é só ter um pouco de vontade.”
Meu amigo, agora é eterno amor nas nossas vidas.#nãoéumnúmero
— AnaClau Q. (@Anarantes) November 2, 2021



