*
 

Coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e pré-candidato à Presidência, Guilherme Boulos (PSol) cobrou celeridade nas investigações e no atendimento às famílias sobreviventes do incêndio de grandes proporções que provocou o desabamento, nesta terça-feira (1º/5), de um prédio de 24 andares no centro de São Paulo.

Em uma postagem nas redes sociais, Boulos criticou ainda os comentários que atribuem a culpa do desastre à ocupação irregular do local. Antiga sede da Polícia Federal, o prédio era habitado atualmente por cerca de 50 famílias integrantes de um movimento social de defesa ao direito à moradia.

“Querer culpar os sem-teto pelas condições precárias do imóvel é de uma perversidade inacreditável. Ninguém ocupa porque quer, mas por falta de alternativa”, tweetou o presidenciável. Na mesma rede social, Boulos cobrou a apresentação de possibilidade de moradia para as famílias desabrigadas.

Em um vídeo publicado também nesta terça (1º), o coordenador do MTST cobrou a execução de políticas públicas de moradia. “Se há alguma responsabilidade nesse momento pelo que ocorreu, é do poder público, que não assegura direito à moradia digna. Hoje, temos 6,2 milhões de famílias sem teto no Brasil. É isso que gera as ocupações, não a vontade das pessoas de irem para lugares inseguros”, disse.

O pré-candidato voou na manhã desta terça (1º) para Curitiba, onde deve participar do “Ato Nacional do 1º de Maio pela Democracia”, em defesa da liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso na Superintendência da Polícia Federal.