Na ONU, Brasil defende acesso humanitário a brasileiros na Ucrânia
Embaixador brasileiro alertou que ataques contra infraestruturas da sociedade civil, como hospitais, devem ser evitados durante a guerra

O embaixador do Brasil na Organização das Nações Unidas (ONU) João Genésio de Almeida Filho defendeu, nesta segunda-feira (7/3), o acesso humanitário a cidadãos brasileiros vulneráveis na Ucrânia, palco de um tsunami de ataques do Exército russo de Vladimir Putin.
“O Brasil perde às partes que continuem a estabelecer possibilidades humanitárias e a responder chamados humanitários. Também falamos em atender as necessidades daqueles que desejam deixar o país, como aqueles que desejam permanecer. Insistimos, em nosso pedido, o acesso desimpedido para auxílio humanitário para aqueles que necessitam, sobretudo os mais vulneráveis”, disse.

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Ver todasO embaixador brasileiro ressaltou que ataques contra a infraestrutura civil, sobretudo localidades médicas, devem ser evitadas. E alertou que crianças na Ucrânia devem ser protegidas dos perigos da guerra.
O conselheiro presidencial ucraniano, Mykhailo Podolyak, apresentou hoje um balanço dos ataques russos desde a invasão militar, em 24 de fevereiro. Segundo o auxiliar de Volodymyr Zelensky, os bombardeios russos destruíram 202 escolas, 34 hospitais e mais de 1,5 mil edifícios residenciais.
Podolyak afirma, ainda, que mais de 900 comunidades na Ucrânia estão sem qualquer fornecimento de eletricidade, água e aquecimento. “Bárbaros do Século 21”, criticou. Segundo o Ministério da Energia, 646 mil pessoas em todo país não tem energia e que 130 mil estão sem gás.
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