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Brasil

Mulher que fez sinal de socorro volta a ser ameaçada após ex ser solto.

Homem foi preso em flagrante após vítima fazer sinal de socorro em via pública, mas foi solto pela Justiça um dia depois

07/08/2026 18:24
Reprodução
Foto colorida retirada de câmeras de segurança que mostra mulher fazendo sinal universal de socorro - Metrópoles

A mulher de 28 anos que foi salva na tarde de segunda-feira (3/8) ao fazer o sinal universal de socorro, enquanto caminhava em via pública acompanhada pelo ex-companheiro após sofrer agressões, voltou a ser ameaçada pelo homem.

Preso em flagrante após testemunhas perceberem o gesto da vítima, o agressor foi liberado pela Justiça na terça-feira (4/8), depois de passar por audiência de custódia.

Segundo o Ministério Público do Paraná (MP-PR), após ser colocado em liberdade provisória, o investigado passou a enviar mensagens com ameaças de morte, destruir bens da residência onde a vítima estava e vandalizar o carro dela.

Com as novas agressões, o homem foi preso novamente nessa quinta-feira (6/8), após manifestação favorável do MP-PR. Na mesma data, também foram concedidas medidas protetivas em favor da vítima.

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O caso

O primeiro episódio ocorreu na tarde de segunda-feira (3/8). Segundo a Polícia Militar (PM), a mulher relatou que o ex-companheiro invadiu a casa dela e passou a agredi-la com socos, chutes e golpes com um cabo de vassoura.

A motivação, segundo a polícia, teria sido uma crise de ciúmes envolvendo o atual companheiro da vítima.

Após as agressões, o homem teria obrigado a mulher a acompanhá-lo até a residência do atual namorado dela para “tirar satisfação”. Durante o trajeto, a vítima fez o sinal internacional de socorro. Veja o momento:


Sinal de socorro universal

  • O sinal universal de socorro é feito com a palma da mão aberta, o polegar dobrado para dentro e os demais dedos fechados sobre ele, formando um punho.
  • O gesto foi criado durante a pandemia de Covid-19 como uma forma discreta de vítimas de violência doméstica pedirem ajuda sem alertar o agressor.
  • Ao identificar alguém fazendo o sinal, especialistas orientam que a pessoa tente se aproximar de maneira discreta, levando a vítima para um local seguro, como um comércio ou outro espaço público, e acione os órgãos responsáveis.
  • Em situações de emergência, quando há risco imediato, a orientação é ligar para o 190, da Polícia Militar.

O gesto foi percebido por testemunhas que passavam de carro pelo local. Ao notarem que a mulher apresentava lesões aparentes, elas pararam o veículo e perguntaram se ela precisava de ajuda. A vítima pediu que a polícia fosse acionada.

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Homem foi preso e liberado pela Justiça

A mulher, o ex-companheiro e as testemunhas seguiram até a Companhia da Polícia Militar de Pitanga. No local, os policiais identificaram uma ocorrência de lesão corporal no contexto de violência doméstica e familiar.

O homem recebeu voz de prisão em flagrante. À polícia, ele afirmou que houve uma discussão entre o casal e alegou que as agressões teriam sido mútuas.

A vítima foi encaminhada para atendimento médico em um hospital.

O agressor, entretanto, foi liberado pela Justiça um dia após a prisão, na terça-feira (4/8), após audiência de custódia.

Segundo o Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), antes da audiência, o Ministério Público do Paraná (MP-PR) não pediu a conversão da prisão em flagrante em preventiva.

O órgão se manifestou pela concessão de liberdade provisória com aplicação de medidas cautelares, o que foi deferido pela Justiça.

Entre as medidas determinadas estavam o comparecimento mensal em juízo para informar e justificar as atividades; a proibição de acesso ou frequência a locais com consumo de bebidas alcoólicas; o recolhimento domiciliar no período noturno e nos dias de folga; e a proibição de se ausentar da comarca por mais de oito dias sem autorização judicial.

O processo tramita sob sigilo. O TJ-PR informou que, por essa razão, não pode fornecer mais informações sobre o caso e que não comenta decisões proferidas por magistrados.