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Brasil

Mulher faz sinal de socorro em via pública e é salva de agressor.

Mulher usou sinal universal de socorro para pedir ajuda após sofrer agressões do ex-companheiro. Homem foi preso e liberado um dia depois

06/08/2026 20:52, atualizado 07/08/2026 17:30
Reprodução
Foto colorida retirada de câmeras de segurança que mostra mulher fazendo sinal universal de socorro - Metrópoles

Uma mulher de 28 anos foi salva após fazer o sinal universal de socorro, enquanto caminhava em via pública acompanhada pelo ex-companheiro, depois de sofrer agressões. O caso ocorreu em Pitanga, na região central do Paraná, na tarde de segunda-feira (3/8).

O homem foi preso em flagrante, mas acabou liberado pela Justiça na terça-feira (4/8), após passar por audiência de custódia.

Assista ao momento:

Segundo relato da vítima à Polícia Militar (PM), o ex-companheiro invadiu a casa dela e passou a agredi-la com socos, chutes e golpes com um cabo de vassoura. A motivação, segundo a polícia, teria sido uma crise de ciúmes envolvendo o atual namorado da mulher.

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Após as agressões, o suspeito obrigou a vítima a acompanhá-lo até a residência do atual companheiro dela para “tirar satisfação”.

Foi durante esse trajeto que a mulher conseguiu fazer o sinal de socorro com as mãos, que foi percebido por testemunhas que passavam pelo local de carro.

Ao notarem que a vítima apresentava lesões aparentes, elas pararam o veículo e perguntaram se ela precisava de ajuda. A mulher, então, pediu que a polícia fosse acionada.


Sinal de socorro universal

  • O sinal universal de socorro é feito com a palma da mão aberta, o polegar dobrado para dentro e os demais dedos fechados sobre ele, formando um punho.
  • O gesto foi criado durante a pandemia de Covid-19 como uma forma discreta de vítimas de violência doméstica pedirem ajuda sem alertar o agressor.
  • Ao identificar alguém fazendo o sinal, especialistas orientam que a pessoa tente se aproximar de maneira discreta, levando a vítima para um local seguro, como um comércio ou outro espaço público, e acione os órgãos responsáveis.
  • Em situações de emergência, quando há risco imediato, a orientação é ligar para o 190, da Polícia Militar.

A vítima, o agressor e as testemunhas seguiram até a Companhia da Polícia Militar de Pitanga. No local, os policiais identificaram que se tratava de uma ocorrência de lesão corporal no contexto de violência doméstica e familiar.

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O homem recebeu voz de prisão em flagrante. À polícia, ele afirmou que houve uma discussão entre o casal e alegou que as agressões teriam sido mútuas.

A mulher foi encaminhada para atendimento médico em um hospital.

Homem foi solto após audiência de custódia

O agressor foi liberado pela Justiça um dia após a prisão, na terça-feira (4/8), após audiência de custódia. Segundo o Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), antes da audiência, o Ministério Público do Paraná (MP-PR) não pediu a conversão da prisão em flagrante em preventiva. O órgão se manifestou pela concessão de liberdade provisória com aplicação de medidas cautelares, o que foi deferido pela Justiça.

Entre as medidas determinadas estavam o comparecimento mensal em juízo para informar e justificar as atividades; a proibição de acesso ou frequência a locais com consumo de bebidas alcoólicas; o recolhimento domiciliar no período noturno e nos dias de folga; e a proibição de se ausentar da comarca por mais de oito dias sem autorização judicial.

Após ser colocado em liberdade, porém, segundo o MP-PR, o investigado passou a ameaçar a vítima de morte por meio de mensagens eletrônicas, além de destruir bens da residência onde ela estava e vandalizar o automóvel dela.

Diante das novas condutas, o homem foi preso novamente na quinta-feira (6/8), após manifestação favorável do Ministério Público. Na mesma data, também foram concedidas medidas protetivas em favor da vítima.

O processo tramita sob sigilo. O TJ-PR informou que, por essa razão, não pode fornecer mais informações sobre o caso e que não comenta decisões proferidas por magistrados.