Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

MPF denuncia financiadores de atos antidemocráticos em Dourados, no MS

Segundo o MPF, três empresários eram responsáveis por custear a comida dos manifestantes e pelo envio de caminhões para bloqueios

10/11/2022 20:21, atualizado 10/11/2022 23:00
Ednilson Aguiar/Especial Metrópoles
Caminhoneiros protestam em MT

O Ministério Público Federal (MPF) apresentou, nesta terça-feira (10/11), uma denúncia contra três empresários do Mato Grosso do Sul suspeitos de financiar as manifestações antidemocráticas no município sul-mato-grossense de Dourados.

As manifestações ilegais que aconteceram em Mato Grosso do Sul reivindicaram a atuação das Forças Armadas para impedir que o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assuma o Palácio do Planalto em 1º de janeiro de 2023.

MPF denuncia financiadores de atos antidemocráticos em Dourados, no MS - destaque galeria
10 imagens
PM de São Paulo conversa com manifestantes
SC tem mais de 70 pontos de bloqueio nesta terça-feira (1º/11)
Os grupos de manifestantes — compostos, principalmente, por caminhoneiros — não aceitam a derrota de Bolsonaro nas urnas, no segundo turno das eleições de domingo (30/10), e promovem o fechamento de rodovias por todo o país
As manifestações de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) seguiram pela madrugada desta terça-feira (1º/11) por BRs que cortam o Distrito Federal e o Entorno
Até por volta das 5h30, carros de passeio estavam liberados para passar. No entanto, houve desentendimento entre caminhoneiros e o restante do grupo, o que levou ao fechamento total da rodovia com uma barreira de pneus
PM de São Paulo conversa com manifestantes
1 de 10

PM de São Paulo conversa com manifestantes

Fábio Vieira/Metrópoles
PM de São Paulo conversa com manifestantes
2 de 10

PM de São Paulo conversa com manifestantes

Fábio Vieira/Metrópoles
SC tem mais de 70 pontos de bloqueio nesta terça-feira (1º/11)
3 de 10

SC tem mais de 70 pontos de bloqueio nesta terça-feira (1º/11)

Tiago Ghizoni/Diário Catarinense
Os grupos de manifestantes — compostos, principalmente, por caminhoneiros — não aceitam a derrota de Bolsonaro nas urnas, no segundo turno das eleições de domingo (30/10), e promovem o fechamento de rodovias por todo o país
4 de 10

Os grupos de manifestantes — compostos, principalmente, por caminhoneiros — não aceitam a derrota de Bolsonaro nas urnas, no segundo turno das eleições de domingo (30/10), e promovem o fechamento de rodovias por todo o país

Vinícius Schmidt/Metrópoles
As manifestações de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) seguiram pela madrugada desta terça-feira (1º/11) por BRs que cortam o Distrito Federal e o Entorno
5 de 10

As manifestações de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) seguiram pela madrugada desta terça-feira (1º/11) por BRs que cortam o Distrito Federal e o Entorno

Vinícius Schmidt/Metrópoles
Até por volta das 5h30, carros de passeio estavam liberados para passar. No entanto, houve desentendimento entre caminhoneiros e o restante do grupo, o que levou ao fechamento total da rodovia com uma barreira de pneus
6 de 10

Até por volta das 5h30, carros de passeio estavam liberados para passar. No entanto, houve desentendimento entre caminhoneiros e o restante do grupo, o que levou ao fechamento total da rodovia com uma barreira de pneus

Vinícius Schmidt/Metrópoles
Caminhoneiros bloqueiam vias pelo país
7 de 10

Caminhoneiros bloqueiam vias pelo país

Vinícius Schmidt/Metrópoles
Por volta das 3h desta terça-feira (1º/11), os manifestantes fecharam os dois sentidos da BR-070, que liga Águas Lindas (GO) à capital federal
8 de 10

Por volta das 3h desta terça-feira (1º/11), os manifestantes fecharam os dois sentidos da BR-070, que liga Águas Lindas (GO) à capital federal

Vinícius Schmidt/Metrópoles
Alexandre de Moraes autoriza PM estadual a agir em bloqueios nas rodovias
9 de 10

Alexandre de Moraes autoriza PM estadual a agir em bloqueios nas rodovias

Vinícius Schmidt/Metrópoles
PM de São Paulo conversa com manifestantes
10 de 10

PM de São Paulo conversa com manifestantes

Fábio Vieira/Metrópoles

Os empresários foram indicados por “incitar, publicamente, animosidade entre as Forças Armadas, ou delas contra os poderes constitucionais, as instituições civis ou a sociedade”.

As denúncias aconteceram após uma investigação da Polícia Federal apontar os empresários como financiadores dos atos antidemocráticos. Segundo o MPF, o trio era responsável por custear a alimentação de centenas de pessoas que encontram-se acampadas em frente à 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada de Dourados.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Acusações

O MPF acusou um dono de restaurantes, um proprietário de uma loja de insumos agropecuários e a diretora do Centro de Tradições Gaúchas (CTG) de Dourados.

Um dos empresários determinou o envio de todos os veículos de sua empresa, cerca de 50 carretas, para participarem dos atos antidemocráticos.

Segundo a denúncia do MPF, a responsável pelo CTG cedeu a estrutura do centro para apoiar os manifestantes antidemocráticos. O local está localizado próximo ao quartel.

Na denúncia, o órgão pede que os responsáveis sejam condenados ao pagamento de danos morais coletivos nos valores de R$ 200 mil (dono de restaurante e responsável pelo CTG) e R$ 400 mil (dono de loja de insumos agropecuários). Além disso, os procuradores solicitaram o bloqueio da conta do empresário do ramo alimentício no Instagram, responsável por incitar os atos ilegais nas redes sociais.