MP vê movimentação "atípica" de R$ 6 bi na Universal, onde Crivella é bispo
Promotores do RJ citam "movimentação financeira anormal", supostamente por utilização da igreja para ocultação da renda com o esquema

As denúncias que resultaram na prisão do prefeito carioca, Marcello Crivella (Republicanos), também revelam, segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), um suposto esquema bilionário de lavagem de dinheiro envolvendo a Igreja Universal do Reino de Deus, do qual Crivella é bispo. Segundo o portal UOL, o MPRJ teria identificado uma circulação atípica de quase R$ 6 bilhões na instituição religiosa entre maio de 2018 e abril de 2019.
Os promotores falam sobre uma “movimentação financeira anormal” alegadamente devido à utilização da igreja para ocultação da renda com o esquema de propinas.

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Ver todasA suspeita de envolvimento da igreja começou após dados revelados em um relatório de inteligência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que verificou entrada de dinheiro vivo e transferências bancárias nos Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJs) ligados da igreja. Na época, os envolvidos negaram participação no suposto esquema.
Além de Crivella, bispo licenciado da Universal, o primo de Edir Macedo e ex-tesoureiro das campanhas eleitorais de Crivella Mauro Macedo é acusado de integrar o esquema.
Além de Crivella, também foram presos na manhã desta terça-feira (22/12) o ex-delegado Fernando Moraes; os empresários Rafael Alves, Adenor Gonçalves dos Santos e Cristiano Stockler Campos; e o ex-tesoureiro da campanha de Crivella Mauro Macedo.
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