MP recomenda suspensão de show da Calcinha Preta no São João da Bahia
O MPBA vê excessos em valores firmados no contrato de R$ 649 mil entre o município de Iraquara (BA) e a banda Calcinha Preta
atualizado
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O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) pede para que o município de Iraquara (BA) suspenda o contrato de R$ 649 mil firmado com a banda Calcinha Preta para a apresentação durante o São João de 2026.
A instituição também recomenda a suspensão do contrato de R$ 290 mil com o artista Netto Brito. O valor gasto pela cidade com os dois shows será de R$ 936 mil.
De acordo com o MP, os valores apresentam incompatibilidade com a média praticada no estado. “Os valores pagos por Iraquara representam acréscimos de 31,45% e 52,23% em relação ao ano de 2025”, diz o promotor de Justiça Lucas Peixoto Valente.
Segundo o promotor de Justiça, contratações com valores acima dos padrões exigem justificativas técnicas mais rigorosas e comprovação de interesse público.
O MP solicita que o município suspenda imediatamente os contratos até a conclusão das apurações e interrompa quaisquer pagamentos relacionados. Para o parquet é necessário confirmar que os valores gastos no show não comprometem serviços públicos prioritários nem resultam em “suplementação orçamentária irregular”.
“Também foi solicitado o envio da íntegra dos processos de inexigibilidade de licitação, com apresentação de justificativa detalhada dos valores e comprovação de compatibilidade com o mercado”, detalha o procurador.
O Metrópoles não conseguiu contato com a prefeitura da cidade e nem com a banda e o cantor para se manifestarem a respeito do caso. O espaço segue aberto.
