Mourão se diz favorável à aquisição da vacina por empresas privadas

Governo enviou na sexta-feira (22/1) uma carta à fabricante AstraZeneca, com a intenção de adquirir 33 milhões de doses para as empresas

atualizado 26/01/2021 12:32

Romério Cunha/VPR

Nesta terça-feira (26/1), o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) se posicionou favorável à aquisição por empresas privadas de doses da vacina da AstraZeneca contra a Covid-19. O governo federal vem sinalizando, desde a semana passada, que permitirá que os empresários comprem 33 milhões de doses da fabricante, desde que a metade seja entregue ao Sistema Único de Saúde (SUS).

“Eu acho que é uma iniciativa coerente dentro do que já haviam propugnado por isso: comprariam uma quantidade X aí, metade seria destinada ao Sistema Único de Saúde e a outra metade faria o adiantamento dessas empresas, que isso fortalece a nossa economia. Como bem falou o ministro da Economia, Paulo Guedes, ontem [segunda-feira], a vacinação em massa que vai permitir que a gente volte à atividade normal”, propôs o vice-presidente.

Mourão destaca ainda que, quando a aquisição parte das empresas, o processo se torna menos burocrático. “Uma empresa fala que vai comprar X vacinas e te adianta 30%, por exemplo, o governo não pode fazer esse adiantamento. Então, uma empresa privada tem muito mais flexibilidade que o governo para fazer compras.”

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Conversas com empresários

Na sexta-feira (22/1) o presidente Bolsonaro se reuniu com um grupo de 72 empresários para redigir uma carta à AstraZeneca. De acordo com o Globo, os representantes de pelo menos 12 empresas brasileiras manifestaram a intenção de adquirir doses do imunizante.

No acordo firmado e descrito na carta de empresários e governo ficou definido que 33 milhões de doses seriam adquiridas pelas empresas, desde que metade da quantidade fosse doada ao SUS.

O governo ainda estabeleceu algumas imposições, como o fato de as companhias não poderem comercializar os imunizantes e terem de aplicá-los de graça nos funcionários. Além disso, deve haver um sistema de rastreamento das vacinas.

As empresas precisam, ainda, conseguir uma autorização da Anvisa para importação e uso emergencial da vacina.

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