Bolsonaro diz não ver “nada demais” em clínicas venderem vacina da Covid-19

Presidente ressaltou, no entanto, que governo federal irá oferecer imunizante contra doença de forma "universal" e "não obrigatória"

atualizado 07/01/2021 20:44

Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta quinta-feira (7/1) que não vê “nada demais” em clínicas particulares negociarem a compra de vacinas contra a Covid-19 para vender o imunizante à população brasileira.

“Não vejo nada demais nisso aí. A gente não vai criar problema no tocante a isso aí. Se uma empresa quiser comprar lá fora a vacina, e vender aqui, quem tiver recurso vai tomar a vacina lá. Agora, nós vamos oferecer de forma universal e de forma não obrigatória”, disse o presidente, em transmissão ao vivo nas redes sociais.

Ao lado de Bolsonaro, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, também disse que as clínicas “devem comprar”, mas que o governo tem de ter uma capacidade de suprir a necessidade de suprir as necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS).

“Tudo tem dois lados. Eu acho que a primeira coisa que precisamos é ter a proatividade do governo e dos ministérios de completar a demanda de vacinas para o SUS. Uma vez atendida esta demanda, o SUS sendo atendido, deve ser comprado pela iniciativa privada, especialmente importadas. Claro que as autorizadas pela Anvisa. Acho que devem comprar, mas lembro que temos que ter muita capacidade de suprir o SUS e deixar a população com vacina disponível o mais rápido possível”, afirmou o ministro.

No início da semana, a Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas (ABCVAC) informou que negocia com o laboratório indiano Bharat Biotech a compra de cinco milhões de doses da vacina Covaxin contra a Covid-19.

O imunizante teve o seu uso emergencial aprovado na Índia, mas precisa de autorização da Anvisa para ser usado no Brasil.

Segundo o presidente da ABCVAC, Geraldo Barbosa, a expectativa é a de que o resultado da terceira fase dos testes saia ainda neste mês de janeiro. Se isso se confirmar, o laboratório deve entrar em fevereiro com pedido de registro definitivo na Anvisa.

Últimas notícias