Mourão diz que Bolsonaro "tem uma sensibilidade muito grande"
Vice-presidente comentou tom conciliador do chefe do Executivo ao lançar o plano de imunização contra a Covid-19

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB), disse nesta sexta-feira (18/12) que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem sensibilidade ao adotar um discurso conciliatório no lançamento do Plano Nacional de Imunização (PNI).
“Eu vejo que o presidente tem uma sensibilidade muito grande – às vezes vocês podem achar que não, mas ele tem essa sensibilidade. Então, em determinado momento, ele acha que é hora de fazer determinado tipo de discurso pra nação toda, e não discursos particulares como ele realiza em dados momentos”, disse Mourão.
No lançamento do plano, na última quarta-feira (16/12), Jair Bolsonaro adotou um tom conciliador, afirmando que “se alguns de nós extrapolou ou até exagerou, foi no afã de buscar solução” para a crise de saúde e econômica provocadas pelo novo coronavírus.
Obrigatoriedade da vacina
Mourão também comentou a obrigatoriedade da vacina contra a Covid-19, aprovada nessa quinta-feira (17/12), no Supremo Tribunal Federal (STF).
“O [ministro Luiz] Fux, desde o começo, colocou que ninguém vai agarrar ninguém à força pra vacinar. A vacina ser obrigatória é algo que já havia sido decido há muito tempo, mas vai haver gente que não vai se vacinar”, comentou. Para ele, a exigência do imunizante em viagens poderá ocorrer como já é determinado para outras doenças, como para a febre amarela, por exemplo.
Sobre o início da imunização em países europeus, Mourão afirmou que a vacinação no Brasil, em um primeiro momento de 2021, será apenas emergencial e para os grupos de risco.
“Nós não temos a vacina ainda, né. O Reino Unido vacinou quantas pessoas agora? Cento e noventa mil, segundo o dado que eu tenho aí… os Estados Unidos também estão vacinando pouca gente. É uma vacina emergencial, pra determinados grupos: pessoal da saúde, os mais idosos. Então, temos que aguardar ter o produto, quando tiver o produto, começamos”, disse.
O vice-presidente afirmou ainda que quer tomar uma vacina “eficiente e eficaz”. “Vou me vacinar quando tiver uma vacina eficiente e eficaz. Não uma daquelas que depois eu vou passar mal, porque eu sou velhinho, não posso dar mole não, pô…”, declarou, em tom de descontração.

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