Moraes suspende pagamento de “vale-peru” a trabalhadores dos Correios

O ministro do STF Alexandre de Moraes acatou o pedido dos Correios e suspendeu a decisão que obrigava a estatal a pagar gratificações

atualizado

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Sede dos Correios e detalhes de agência da empresa, no Setor Bancário Norte, em Brasília
1 de 1 Sede dos Correios e detalhes de agência da empresa, no Setor Bancário Norte, em Brasília - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes suspendeu, na segunda-feira (26/1), a decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que obrigava os Correios a pagarem 70% de gratificação de férias, adicional de 200% em dias de repouso e o tíquete extra, apelidado de “vale-peru”.

Além disso, Moraes suspendeu a decisão que colocava a estatal como mantenedora do plano de saúde dos trabalhadores. 

O TST havia concedido aos trabalhadores reajuste de 5,10%, negado abusividade da greve instalada e mantido cláusulas previstas no acordo coletivo.

“Todas essas alegações sinalizam indevida extrapolação do poder normativo da Justiça do Trabalho, de modo que se mostra demonstrada a plausibilidade do direito invocado”, disse Moraes.

Segundo a estatal, apenas as mudanças referentes ao plano de saúde causariam um custo anual de R$ 1,4 bilhão. Com relação ao “vale-peru”, o impacto seria de R$ 213 milhões anuais.

A estatal enfrenta problemas financeiros e receberá aporte de cinco bancos, sendo três privados e dois estatais.

Entenda a situação dos Correios

Nos últimos anos, os Correios vêm enfrentando sucessivos déficits, perda de participação no mercado de encomendas e aumento das despesas operacionais, especialmente com logística e pessoal.

Embora a estatal tenha conseguido registrar alguns resultados positivos pontuais, o balanço geral tem mostrado fragilidade, como receitas estagnadas, despesas crescentes e capacidade limitada de investimento. A empresa também carrega passivos relevantes, como dívidas trabalhistas e obrigações previdenciárias, que pressionam o caixa.

Um dos motivos da crise é a entrada de novas empresas no mercado de logística, antes dominado pelos Correios.

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