Moraes sobre julgamento de Bolsonaro: "Corte não aceitará coações"
Primeira Turma do STF começa a julgar nesta terça-feira (2/9) ação penal contra Jair Bolsonaro e mais 7 réus por trama golpista

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) afirmou, nesta terça-feira (2/9), em breve comentário antes de iniciar a leitura do relatório da ação penal, que analisa suposta trama golpista ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus, que a Suprema Corte não aceitará coação.

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Ver todas“Existindo provas, acima de qualquer dúvida razoável, as ações penais serão julgadas procedentes e os réus condenados. Havendo prova da inocência ou mesmo qualquer dúvida razoável sobre a culpabilidade dos réus, os réus serão absolvidos. Assim se faz a justiça. Esse é o papel do Supremo Tribunal Federal, julgar com imparcialidade e aplicar a justiça a cada um dos casos concretos. Repentemente de ameaças ou coações, ignorando pressões internas ou externas. Lamentavelmente, no curso”.
O magistrado também fez uma memória das instituições democráticas brasileiras desde a Constituição Federal de 1988. Moraes detalhou que durante esse período a democracia no Brasil enfrentou instabilidade mas que segue firme a Carta Magna até os dias atuais.
Acompanhe o julgamento ao vivo no Metrópoles.
“Mas significa presidente, que as balizas definidas pela Constituição para o nosso estado democrático de direito se mostraram acertadas e impediram inúmeros retrocessos. Estado democrático de direito, instabilidade institucional é exatamente o momento em que vivemos. Não significa necessariamente tranquilidade ou ausência de conflitos, mas sim respeito à constituição aplicação da lei com devido absoluto respeito ao devido processo legal, ampla defesa e ao contraditório”, disse Moraes.
O núcleo 1, chamado de crucial, é composto por Alexandre Ramagem (deputado federal e ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência – Abin); Almir Garnier Santos (almirante e ex-comandante da Marinha); Anderson Torres (ex-ministro da Justiça); Augusto Heleno (general da reserva e ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional); Jair Bolsonaro (ex-presidente da República); Mauro Cid (tenente-coronel e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, além de delator do caso); Paulo Sérgio Nogueira (general e ex-ministro da Defesa) e Walter Braga Netto (general da reserva e ex-ministro da Casa Civil e da Defesa).
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO grupo responde por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e privacidade de patrimônio tombado.
Veja datas e horários do julgamento
2/9 (terça) – das 9h às 12h/ das 14h às 19h.
3/9 (quarta) – das 9h às 12h.
9/9 (terça) – das 9h às 12h/ das 14h às 19h.
10/9 (quarta) – das 9h às 12h.
12/9 (sexta) – das 9h às 12h/ das 14h às 19h.
“As agressões contra os inimigos da soberania nacional, da democracia, do Estado em Direito ou da independência do Poder Judiciário. Essa Corte vem e continuará realizando sua missão constitucional, em especial nesse segundo semestre, realizará, e hoje iniciamos, o julgamento e as conclusões das importantes relacionadas à tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023, sempre dentro do devido processo legal do respeito à defesa contraditório e na admitindo qualquer ingerência interna ou externa na independência do Poder Judiciário”, destacou Moraes.
















