Moraes mantém preso homem que tentou explodir bomba em aeroporto no DF
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve a prisão preventiva de George Washington de Oliveira Sousa

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve, nesta sexta-feira (5/12), a prisão preventiva de George Washington de Oliveira Sousa, condenado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) por tentativa de explodir uma bomba no Aeroporto Internacional de Brasília na véspera do Natal de 2022.
George foi preso no dia 9 de setembro. Ele foi encontrado pela Polícia Federal (PF) no Guará, região administrativa onde ele morava. A decisão de Moraes se dá em virtude de a legislação pedir a revisão da prisão preventiva a cada 90 dias.

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Ver todas“Há, portanto, fortes e graves indícios do risco concreto de reiteração delitiva e à aplicação da lei penal, em razão do descumprimento das medidas cautelares impostas e da fuga após a prática dos crimes. Diante do exposto, com base nos arts. 312 e 316, parágrafo único, ambos do Código de Processo Penal, mantenho a prisão preventiva George Washington de Oliveira Sousa”, decidiu Moraes.
Inconformados com a vitória de Lula sobre Jair Bolsonaro (PL), George Washington de Oliveira Souza e dois aliados arquitetaram e tentaram realizar um atentado para causar “comoção social” capaz de desencadear a decretação de estado de sítio e intervenção militar, o que, segundo o plano, tiraria Lula do poder.
Processos
A 3ª Turma Criminal do TJDFT condenou George Washington, em setembro de 2023, a 9 anos, 8 meses e 7 dias de reclusão. Ele foi considerado culpado pelos crimes de expor a perigo a vida, a integridade física ou o patrimônio de outrem; causar incêndio em combustível ou inflamável; e porte ilegal de arma de fogo e de artefato explosivo ou incendiário.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesPosteriormente, parte do processo que trata dos crimes de associação criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e atentado contra a segurança de transporte aéreo foi remetida ao STF.
O caso de George será julgado na Primeira Turma do STF na próxima sexta-feira (12/12).



