Moraes faz pente-fino em políticos monitorados por tornozeleira

STF quer informações detalhadas sobre eventuais violações e descumprimentos de réus que estão em regimes alternativos de prisão

atualizado

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Alexandre de Moraes vota para condenar Bolsonaro e mais 7 réus por trama golpista STF Metropoles
1 de 1 Alexandre de Moraes vota para condenar Bolsonaro e mais 7 réus por trama golpista STF Metropoles - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes está fechando o cerco a detentos que respondem a ações penais que tramitam na Corte e que estão em regime alternativo com uso de tornozeleira eletrônica, como os réus que integram os núcleos da trama golpista que pretendia manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder.

Moraes, que recentemente tomou posse como vice-presidente da Corte, determinou às secretarias penitenciárias dos estados e do Distrito Federal o envio de informações, diariamente, sobre a situação da tornozeleira eletrônica de réus com processos em andamento no tribunal.

É o caso do ex-ajudante de ordens Mauro Cid e do ex-ministro da Justiça Anderson Torres. Ambos foram condenados no âmbito do núcleo 1 da tentativa de golpe e utilizam tornozeleira eletrônica como medida cautelar — embora o acórdão da sentença ainda não tenha sido publicado.

Bolsonaro também faz uso do dispositivo, mas em situação distinta: a Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape-DF) já elabora relatórios regulares sobre o monitoramento do ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar.

A determinação de Moraes também alcança outros três réus: o coronel Bernardo Romão Corrêa Neto, o ex-diretor da PRF Silvinei Vasques e o ex-assessor de Bolsonaro Filipe Martins. O ministro cobrou que a Seape do DF envie relatórios sobre Neto e Vasques, enquanto a Seape do Paraná deve apresentar informações sobre Martins.

“OFICIE-SE à Polícia Penal do Estado do Paraná, para que, diariamente, preste informações a esta SUPREMA CORTE sobre a situação da tornozeleira eletrônica do réu FILIPE GARCIA MARTINS PEREIRA, mediante relatório circunstanciado, indicando, ainda, eventuais registros de violação, falha ou descumprimento das condições impostas”, escreveu Moraes, replicando a decisão para os demais réus em situações semelhantes.

Demais cobranças

Moraes também determinou a checagem do uso de tornozeleira de outros réus, como o ex-deputado Chiquinho Brazão (sem partido), acusado de envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, e do ex-presidente Fernando Collor, condenado em 2023 por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Brazão está no Rio de Janeiro, em razão de problemas de saúde como hipertensão, diabetes e perda de massa muscular, além de já ter sido submetido a procedimento cardíaco. Já Collor está em Fortaleza (CE), onde cumpre pena de 8 anos e 10 meses de prisão, imposta no âmbito da Lava Jato.

Na mesma linha, Moraes também requisitou relatórios sobre o ex-deputado Daniel Silveira, atualmente em regime aberto após demonstrar bom comportamento e atender às medidas impostas pela legislação penal.

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