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Brasil

Moraes diz que Mendonça deixou 180 documentos de fora da quebra de sigilo

Alexandre de Moraes pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, a derrubada completa do sigilo do Caso Master

11/09/2026 13:28
Rosinei Coutinho/SCO/STF
Ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça no plenário do STF -- Metrópoles

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirma que o colega André Mendonça deixou 180 documentos de fora da quebra de sigilo dos autos do Caso Master.

O número consta em um ofício de Moraes enviado ao presidente do STF, Edson Fachin, na qual pede a derrubada completa dos sigilos envolvendo o caso e um julgamento conjunto com apurações que envolvem a conduta de Mendonça.

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Moraes considera que Mendonça é diretamente interessado nos julgamentos das PET 16.704 (procedimento instaurado por Fachin para centralizar apuração do Caso Master) e PET 16.662 (que apura relação entre Vorcaro e Moraes), e que fez uma “escolha seletiva do levantamento somente de parte dos procedimentos”.

“A seletividade, entretanto, foi ainda maior, pois nesses 15 (quinze) procedimentos contidos ou relacionados à PET 15.556 o sigilo levantado foi parcial, excluindo 180 (cento e oitenta) documentos e, consequentemente, dificultando a análise probatória”, escreveu o ministro Alexandre de Moraes.

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Ministro André Mendonça do STF
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LUIS NOVA/METRÓPOLES @LuisGustavoNova
Ministro André Mendonça do STF
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KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

O ministro André Mendonça levantou o sigilo de apurações do escândalo de corrupção do Banco Master após ordem de Fachin. O presidente da Corte, porém, deixou uma ressalva de que documentos que podem atrapalhar as investigações caso se tornem públicos são exceções e não precisariam ter o sigilo derrubado.

Segundo um levantamento anexado por Moraes no ofício, foram liberados um total de 4.334 documentos de 4.514, deixando de fora 180.

O julgamento destes casos está marcado para 15 de setembro para o plenário do Supremo.