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Brasil

Morador de pousada incendiada tentou apagar fogo com colchão, diz PC

Dez pessoas morreram e pelo menos nove ficaram feridas. Segundo a polícia, não há indícios de que incêndio tenha sido criminoso

26/04/2024 12:32, atualizado 26/04/2024 13:58
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Reprodução SBT
Incêndio em pousada mata 10 pessoas em Porto Alegre

Após ouvir testemunhas do incêndio que atingiu uma pousada em Porto Alegre na madrugada desta sexta-feira (26/4), a Polícia Civil do Rio Grande do Sul informou que não há indícios de que o fogo tenha sido criminoso. Dez pessoas morreram e pelo menos nove ficaram feridas.

De acordo com o delegado que investiga o caso, Leandro Bodoia, as chamas teriam se alastrado após um morador da pensão tentar apagar o fogo com um colchão. Com isso, as chamas atingiram uma parede de madeira e se espalharam com rapidez.

“Não encontramos indícios de incêndio criminoso. Um morador tentou apagar o fogo com um colchão, virando o colchão para apagar a chama, mas daí bateu na parede de madeira e se alastrou”, disse ele ao portal g1.

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A versão diverge da fornecida pela Defesa Civil, que declarou a hipótese de incêndio criminoso. O Instituto-Geral de Perícias (IGP) é o órgão que poderá atestar o que pode ter acontecido.

A causa do incêndio ainda é desconhecida. O Corpo de Bombeiros avalia que o fogo se alastrou rapidamente, porque os quartos da pousada eram muito próximos. Isso teria feito com que, inclusive, pessoas que estavam no local fossem impedidas de sair.

Dez mortos

A pousada fica na Avenida Farrapos, entre as ruas Garibaldi e Barros Cassal, no sentido Centro-bairro, na capital gaúcha. Os bombeiros foram ao local para combater o incêndio por volta das 2h. O fogo foi controlado às 5h. No primeiro andar do prédio, foram encontradas duas vítimas. No segundo, cinco. Já no terceiro, outras três.

Pelo menos nove pessoas foram resgatadas. Elas precisaram de atendimento médico e foram levadas pelos bombeiros e pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para os hospitais de Pronto-Socorro e Cristo Redentor.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), seis estão no Hospital de Pronto-Socorro; o estado de saúde de quatro delas é grave: duas estão intubadas, uma passa por cirurgia e outra recebe atendimento por ter inalado fumaça. Já no Hospital Cristo Redentor, estão três pacientes: uma está com 20% do corpo queimado, outra machucou o tornozelo e, por fim, há uma sobre a qual informações não foram divulgadas.

Pensão

Segundo a Prefeitura de Porto Alegre, o local recebia pessoas em situação de vulnerabilidade social. O espaço privado abrigava 30 pessoas, e a permanência de 16 delas era mantida com dinheiro público.

Os bombeiros divulgaram que o espaço funcionava de forma irregular, e não tinha alvará ou plano de proteção contra incêndio.