“Ministério paralelo”: Arthur Weintraub deve ser convocado para a CPI

Alessandro Vieira apresentou requerimento para que a CPI convoque ex-assessor da Presidência após compilação de vídeos feita pelo Metrópoles

atualizado 17/06/2021 19:14

Alex Ferreira / Câmara dos Deputados

O senador Alessandro Vieira (Cidadania – SE) publicou, na manhã deste domingo (23/5), um requerimento para que a CPI da Covid-19 convoque o ex-assessor da Presidência Arthur Weintraub (foto em destaque) a prestar depoimento no colegiado. A decisão foi tomada após o Metrópoles publicar reportagem e vídeos indicando que Weintraub coordenou um grupo de aconselhamento ao presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia.

Segundo Weintraub, esse grupo teria defendido a eficácia da cloroquina para tratar a Covid-19 — o medicamento não tem comprovação científica para esse fim. O requerimento apresentado pelo senador Alessandro Vieira ainda precisa ser aprovado pelos demais membros da CPI.

O advogado Arthur Weintraub deu as indicações em discurso no Palácio do Planalto e em lives nas redes sociais. Veja compilação de vídeos feita pelo Metrópoles:

Em entrevista à CNN neste domingo, o senador Otto Alencar (PSD-BA) reforçou a necessidade de convocação de Arthur Weintraub. “É outra figura que teve interferência”, afirmou.

Em 14 de agosto de 2020, Weintraub discursou em um evento no Palácio do Planalto e disse: “Eu, a partir de fevereiro [de 2020], como assessor do presidente, então é uma oportunidade que me foi dada pelo presidente, eu comecei a entrar em contato com os médicos. Os médicos que tenho referência, como o doutor Luciano Azevedo, a doutora Nise [Yamagushi], o Paulo Zanotto”. Os três nomes citados se notabilizaram pela defesa do tratamento precoce contra a Covid-19.

No mesmo evento, o anestesiologista Luciano Dias Azevedo afirmou: “Gostaria de agradecer ao Arthur Weintraub porque, desde o início de fevereiro, ele nos procurou, começou unir os grupos de médicos para estudar a doença e pesquisar soluções. Senhor Arthur abriu portas”.

A CPI da Covid-19 apura a responsabilidade do presidente e de sua equipe na condução das medidas de combate à pandemia de Covid-19, bem como a dos gestores estaduais.

O Brasil registrou mais de 16 milhões de casos de Covid-19 e 448 mil mortes pela doença no último sábado (22/5).

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