Militantes do PCO estendem bandeira gigante do Irã na Esplanada. Vídeo
Segundo organizadores, ato buscou demonstrar apoio ao país persa, que vive o quinto dia de confronto contra os Estados Unidos e Israel
atualizado
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Militantes do Partido da Causa Operária (PCO) e ativistas de outros movimentos populares estenderam uma bandeira de 30 metros de comprimento do Irã em frente ao Congresso Nacional, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília (DF).
Segundo o partidário, a ação, realizada nessa segunda-feira (2/3), teve como objetivo demonstrar apoio ao país persa, que vive o quinto dia de conflito contra os Estados Unidos e Israel.
Na bandeira, que também foi estendida em frente ao Itamaraty, estava inscrita a frase “todo apoio ao Irã”. Bandeiras da Venezuela, da Palestina e do próprio PCO também foram hasteadas pelos militantes.
Conflito chega ao quinto dia
- No último sábado (28/2), Israel e EUA realizaram ataques contra o Irã. Durante os ataques israelenses e americanos, o aiatolá Ali Khamenei, líder do regime teocrático islâmico, foi assassinado juntamente com outras autoridades iranianas.
- Depois de baixas no setor de inteligência iraniano, a guerra entre Irã, EUA e Israel chega ao quinto dia nesta quarta-feira (4/3).
- Desde o começo da ofensiva, mais de mil civis foram mortos no Irã, de acordo com estimativas da ONG de direitos humanos Hrana, entre os quais 181 eram crianças com menos de dez anos.
- Da mesma forma que na guerra de 12 dias em 2025, os ataques foram justificados pelo programa nuclear do país persa. O conflito resultou em uma série de ameaças diplomáticas entre as nações envolvidas, além de milhares de mortes como consequência das retaliações dos três países.
- De acordo com o presidente norte-americano, Donald Trump, os ataques devem continuar até que a capacidade militar iraniana seja destruída.
Ameaças diplomáticas se intensificam
Na segunda-feira, Trump afirmou que a “grande onda” de ataques do exército norte-americano contra o Irã “ainda está por vir”. Em entrevista à CNN Internacional, Trump afirmou que o exército norte-americano está “dando uma surra” no Irã e que a operação militar deve durar menos de um mês.
O líder da Casa Branca se disse surpreso com a retaliação do Irã contra países árabes, mas garantiu que os EUA vão resolver a situação.
Segundo o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, a força militar do país norte-americano afundou um navio de guerra iraniano com um torpedo enviado de um submarino americano, nesta quarta-feira (4/3). Ainda conforme o secretário, o navio estava no Oceano Índico, e ao menos 80 pessoas morreram.
Em resposta, Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, ameaçou Trump pelo assassinato de Khamenei. Em tom provocativo, o secretário iraniano também levantou questões sobre o custo humano para Washington.
Segundo ele, com mais de 500 soldados norte-americanos mortos em poucos dias de confrontos, seria preciso “fazer as contas” para saber quem realmente estaria pagando o preço mais alto da guerra, se os EUA ou Israel.
Ofensiva do Irã “ainda mais devastadora”, diz general iraniano
O general Ali Mohammad Naeini, porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), prometeu que os ataques retaliatórios do Irã contra os EUA e Israel “serão ainda mais devastadores”.
Ele também afirmou que os mísseis iranianos foram moderniados e “são mais avançados do que os usados na guerra do ano passado (Guerra dos 12 dias)”.
“Os inimigos devem esperar ataques contínuos do Irã. […] Os portões do inferno se abrirão cada vez mais para os EUA e o regime sionista”, afirmou o porta-voz do Irã.
Ainda na terça-feira, a Guarda Revolucionária Islâmica informou que mais de 650 militares norte-americanos foram mortos ou feridos nos dois primeiros dias da operação retaliatória iraniana.
No entanto, Os EUA não confirmam a informação e dizem que, até terça-feira, quatro militares norte-americanos morreram nas operações.






