EUA diz ter matado líder iraniano que planejou assassinato de Trump
Nome do líder não foi informado. Segundo os EUA, o suspeito foi caçado e morto. Secretário de Defesa afirmou que Trump “riu por último”
atualizado
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As Forças Armadas dos EUA anunciaram, nesta quarta-feira (4/2), que mataram uma autoridade iraniana que chefiava unidade responsável por suposto plano para assassinar o presidente Donald Trump.
“O líder da unidade que tentou assassinar o presidente Trump foi caçado e morto. O Irã tentou matar o presidente Trump, mas foi o presidente Trump quem riu por último”, disse o secretário de Defesa, Pete Hegseth, durante coletiva de imprensa.
De acordo com Hegseth, a operação que matou o líder foi realizada na terça-feira (3/3). O nome do alvo não foi revelado.
Em 2024, o Departamento de Justiça dos EUA acusou um iraniano de envolvimento em um suposto plano ordenado pela Guarda Revolucionária do Irã para assassinar Trump, então presidente eleito dos EUA.
Escalada de conflito
Depois de baixas no setor de inteligência iraniano, a guerra entre Irã, Estados Unidos e Israel chega ao quinto dia nesta quarta-feira (4/3). O conflito, justificado por Washington como uma tentativa de impedir o avanço nuclear do país persa, culminou na morte do aiatolá Ali Khamenei.
O conflito já escalou na região de tal forma que a sede da rede estatal de TV iraniana foi atacada e o Departamento de Segurança dos Estados Unidos recomendou que norte-americanos presentes em 14 países do Oriente Médio deixem os locais imediatamente.
O que está acontecendo?
- No último sábado (28/2), Israel e Estados Unidos lançaram ataques contra o Irã.
- Assim como na guerra de 12 dias em 2025, o programa nuclear iraniano foi usado como justificativa para os bombardeios.
- Eles aconteceram dias após EUA e Irã realizarem negociações sobre um possível acordo nuclear entre os dois países.
- A operação militar resultou na morte do líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei, e de outras lideranças iranianas.
- De acordo com o presidente norte-americano, Donald Trump, os ataques devem continuar até que a capacidade militar iraniana seja destruída.
Na segunda-feira (2/2), as Forças de Defesa de Israel (FDI) anunciaram uma série de bombardeios contra a capital do país, Teerã. Os alvos, informaram militares israelenses, foram autoridades ligadas à segurança interna iraniana e ao Ministério da Inteligência
De acordo com as FDI, foram mortos nos ataques o vice-ministro da Inteligência para “Assuntos de Israel”, Sayed Yahya Hamidi, e o chefe da divisão de espionagem, Jalal Pour Hossein.
O Exército de Israel ainda confirmou ataques contra órgãos de segurança interna do Irã, responsáveis “por suprimir protestos contra o regime através de medidas violentas e prisões de civis”.
Além de ataques contra o Irã, Tel Aviv também relatou operações no Líbano, visando posições do grupo Hezbollah — apontado como uma das organizações regionais apoiadas por Teerã. Segundo as FDI, o chefe do quartel-general de inteligência da organização libanesa, Hussein Meklad, foi morto durante bombardeios.
A abertura do novo front de batalha, desta vez no Líbano, surgiu após o Hezbollah atacar uma base israelense com mísseis e drones. De acordo com o grupo xiita, a medida foi uma resposta ao assassinato do ex-líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei.
