Messias faz gesto a Jaques Wagner após suposta traição: “Amigo”

Jorge Messias agradeceu o apoio de senadores à sua indicação ao STF. Senado rejeitou nome do AGU na quarta

atualizado

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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES
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1 de 1 advogado-geral-da-uniao-jorge-messias-indicado-pelo-presidente-lula-ao-stf-passa-por-sabatina-na-ccj-do-senado-metropoles-7 - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES

O advogado-geral da União, Jorge Messias, agradeceu publicamente, nesta sexta-feira (1°/5), ao líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), por apoiá-lo na indicação frustrada ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Conforme publicado pela coluna Igor Gadelha, do Metrópoles, Messias teria se sentido traído por Jaques Wagner, após ele ter dito que o postulante ao Supremo iria ter 45 votos no Senado. Na verdade, Messias  só conseguiu 34 votos favoráveis.

Em uma rede social, Messias citou nominalmente o líder do governo no Senado e o senador Otto Alencar (PSD-BA), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), e classificou a dupla como “amigos”. O AGU também agradeceu aos senadores que apoiaram a sua indicação.

“Jesus Cristo nos ensinou o valor da gratidão. Agradeço profundamente aos meus amigos Jaques Wagner e Otto Alencar, e aos 32 senadores que me apoiaram incondicionalmente ao longo deste processo. Que Deus os abençoe grandemente e multiplique em bênçãos todo o carinho dedicado a mim”, escreveu Jorge Messias.

A indicação do AGU ao Supremo foi rejeitada na noite de quarta-feira (29/4). Ele obteve 34 votos favoráveis, mas eram necessários 41. Parlamentares da base governista atribuem a derrota a uma articulação liderada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Senadores apontam que o resultado foi fruto de uma combinação de fatores, como falhas na articulação do governo e traições de parlamentares que antes sinalizavam apoio ao nome de Jorge Messias.

Aliados do AGU relataram, sob reserva, que Messias demonstrou desconfiança de que o líder do governo teria atuado com Alcolumbre para barrar a indicação.

Segundo esses relatos, a movimentação teria como pano de fundo evitar o fortalecimento do ministro André Mendonça no STF. Próximo de Messias, Mendonça manifestou publicamente tristeza com a rejeição. O magistrado é relator de investigações sobre o Banco Master na Corte, que apontam conexões com aliados de Jaques, na Bahia, e de Alcolumbre, no Amapá.

Alcolumbre nunca escondeu resistência ao nome de Messias e chegou a dizer a aliados que imporia uma derrota ao Planalto. O presidente do Senado defendia a indicação de seu antecessor, Rodrigo Pacheco (PSB-MG), para a vaga aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso. No ano passado, o amapaense tentou acelerar a análise do nome de Messias, em uma estratégia para esvaziar a articulação governista.

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