Messias celebra escolha de Wellington César para ministro da Justiça
O atual chefe da AGU foi um dos integrantes do governo que articulou a escolha do novo ministro. Os dois possuem relação próxima
atualizado
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O advogado-geral da União e indicado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), Jorge Messias, celebrou, nesta terça-feira (13/1), a nomeação de Wellington César Lima e Silva para o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública.
“Hoje celebro a escolha feita pelo presidente Lula do jurista baiano Wellington César de Lima e Silva para o comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A trajetória de Welington é marcada por sólida experiência no campo jurídico e na administração pública, destacando-se por seu dinaminsmo e capacidade técnica”, declarou Messias em publicação nas redes sociais.
Como mostrou o Metrópoles, o nome de Lima e Silva foi defendido pela ala baiana do governo. Além de Messias, estavam na linha de frente pela escolha do até então advogado-geral da Petrobras o ministro da Casa Civil, Rui Costa, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira.
O chefe da AGU e o novo ministro têm uma relação próxima, que vem desde 2016. Na época, Messias era secretário de Assuntos Jurídicos da então presidente Dilma Rousseff e viu Lima e Silva ocupar, por apenas 11 dias, a pasta da Justiça. A breve passagem pelo ministério ocorreu porque o STF decidiu que era inconstitucional acumular a função no Executivo com o cargo que tinha de procurador no Ministério Público da Bahia.
Mais recentemente, o jurista comandou a Secretaria Especial para Assuntos Jurídicos (SAJ) da Casa Civil, entre 2023 e 2024, no início do terceiro mandato do titular do Planalto. A pasta é responsável por prestar assessoria jurídica direta ao presidente e colaborar com a análise de projetos de lei, medidas provisórias, vetos e sanções do Executivo.
“As referidas experiências, aliadas a uma visão estratégica, fazem dele um líder apto a enfrentar os desafios que se apresentam à Justiça e à Segurança Pública do nosso país”, afirmou o AGU.
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“Desejo sucesso ao amigo Welington nessa nova jornada. Que sua gestão contribua para a construção de uma justiça mais equitativa e para a promoção da pacificação social, tornando nosso país um lugar mais seguro e harmonioso para todos”, completou Messias.
Saída de Lewandowski
A mudança na Justiça e Segurança Pública ocorre depois que Ricardo Lewandowski deixou o comando da pasta na sexta-feira (9/1), após quase dois anos no cargo, por motivos pessoais e familiares.
Antes dele, o ministério esteve sob o comando de Flávio Dino, de janeiro de 2023 a fevereiro de 2024. Wellington passa a ser o terceiro ministro da Justiça no atual mandato de Lula.




