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Brasil

Menina de 10 anos ficou aliviada com prisão do tio: "Vovô pode sair agora"

Homem ameaçava matar o avô da criança caso ela contasse para alguém sobre os abusos sofridos

19/08/2020 08:47, atualizado 19/08/2020 11:28
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reprodução
R. H. de J., de 33 anos, acusado de estuprar e engravidar a própria sobrinha, de 10 anos

A menina de 10 anos grávida do tio após ser estuprada se sentiu aliviada ao descobrir que ele havia sido preso. Ainda internada no hospital em Recife, onde fez um aborto, a garota soube pelo celular que o homem estava detido.

Segundo o jornal O Globo, a pequena tinha medo de que o tio matasse o avô. Seria essa a ameaça usada pelo agressor para a vítima não contar a ninguém sobre a violência sexual que sofria desde os 6 anos de idade. “Ainda bem [que o tio foi preso], porque o vovô pode sair para a rua agora”, relatou a criança, conforme o jornal.

O relato foi feito pela avó à enfermeira Paula Viana, coordenadora do Grupo Curimim, de atendimento às vítimas de violência.

Menina de 10 anos ficou aliviada com prisão do tio: “Vovô pode sair agora” - destaque galeria
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Integrantes do grupo católico Pró-Vida protestam em frente ao Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam), onde ficou internada a menina de 10 anos estuprada e grávida
Integrantes do grupo católico Pró-Vida protestam em frente ao Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam), onde ficou internada a menina de 10 anos estuprada e grávida
Cisam-UPE (Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros) na zona norte de Recife (PE)
Balões coloridos e cartazes de apoio deixados durante um ato realizado em frente ao Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam- UPE), na cidade de Recife
Médico Olímpio Barbosa de Moraes Filho, responsável pelo procedimento na menina de 10 anos, em Recife
Grupos antiaborto pressionaram a família de criança grávida após estupro
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Grupos antiaborto pressionaram a família de criança grávida após estupro

FILIPE JORDãO/JC IMAGEM/ESTADÃO CONTEÚDO
Integrantes do grupo católico Pró-Vida protestam em frente ao Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam), onde ficou internada a menina de 10 anos estuprada e grávida
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Integrantes do grupo católico Pró-Vida protestam em frente ao Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam), onde ficou internada a menina de 10 anos estuprada e grávida

ANDERSON NASCIMENTO/AGÊNCIA PIXEL PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Integrantes do grupo católico Pró-Vida protestam em frente ao Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam), onde ficou internada a menina de 10 anos estuprada e grávida
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Integrantes do grupo católico Pró-Vida protestam em frente ao Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam), onde ficou internada a menina de 10 anos estuprada e grávida

ANDERSON NASCIMENTO/AGÊNCIA PIXEL PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Cisam-UPE (Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros) na zona norte de Recife (PE)
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Cisam-UPE (Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros) na zona norte de Recife (PE)

YACY RIBEIRO/JC IMAGEM/ESTADÃO CONTEÚDO
Balões coloridos e cartazes de apoio deixados durante um ato realizado em frente ao Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam- UPE), na cidade de Recife
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Balões coloridos e cartazes de apoio deixados durante um ato realizado em frente ao Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam- UPE), na cidade de Recife

YACY RIBEIRO/JC IMAGEM/ESTADÃO CONTEÚDO
Médico Olímpio Barbosa de Moraes Filho, responsável pelo procedimento na menina de 10 anos, em Recife
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Médico Olímpio Barbosa de Moraes Filho, responsável pelo procedimento na menina de 10 anos, em Recife

Reprodução/ Globo News

A menina é criada pela avó, que trabalha como vendedora ambulante em praias no Espírito Santo. Ela diz que sofreu pressão para que a neta levasse a gestação adiante e colocasse o bebê para adoção após o parto. Segundo os médicos responsáveis pelo procedimento, porém, havia risco de morte da criança caso a gravidez não fosse interrompida.

A enfermeira disse acreditar que a vítima não tenha ouvido os gritos de “assassina” na chegada ao hospital, mas não foi possível proteger a criança de um médico do próprio hospital, que a constrangeu com detalhes gráficos do procedimento e questionou a decisão da avó.

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