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Membro da PGR se irrita com advogado de Silvinei: “Não tomou café?”

O advogado do réu Silvinei Vasques, em ação que apura trama golpista, interrompeu diversas vezes testemunha da PGR durante oitiva no STF

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Advogado Eduardo Pedro Nostrani Simão, que defende o ex-diretor da PRF Silvinei Vasques
1 de 1 Advogado Eduardo Pedro Nostrani Simão, que defende o ex-diretor da PRF Silvinei Vasques - Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

Após ver a testemunha de acusação da Procuradoria Geral da República (PGR), em ação que apura trama golpista, ser interrompida por diversas vezes, o representante da PGR, procurador Joaquim Cabral, se irritou com o advogado de Silvinei Vasques, réu em ação que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). O defensor interrompeu aos berros a fala da testemunha Adiel Alcântara, ex-coordenador de inteligência da PRF.

O advogado afirmou que a testemunha de acusação estava expondo opiniões pessoais em suas considerações. E pediu para o juiz auxiliar de Alexandre de Moraes, Rafael Henrique, intervir. O juiz negou e disse que a testemunha se atinha aos relatos de reuniões.

Em seguida, o advogado interrompeu a testemunha novamente. Depois, interpelou o representante da PGR. Cabral então pediu que o advogado tivesse calma: “O senhor pode esperar e depois contradita. Tenha um pouquinho de paciência. O senhor não tomou café da manhã, não?”, questionou o procurador, que faz as perguntas no âmbito da Ação Penal  nº 2693 no lugar de Paulo Gonet.

Uso da máquina pública

Silvinei é réu no núcleo 2, composto por acusados pela PGR de terem usado a máquina pública, como a Polícia Rodoviária Federal (PRF), para dificultar o acesso de eleitores aos locais de votação no segundo turno das Eleições 2022. Adiel presta depoimento ao STF como testemunha da PGR nesta segunda-feira (14/7).

Adiel detalhava à PGR que a orientação da PGR, à época chefiada por Silvinei, era de “tomar um lado” nas abordagens feitas a eleitores. O ex-coordenador informou ter ouvido ordem do então diretor de operações da PRF, Djairlon Henrique Moura, para que fosse reforçada a atuação nas abordagens de ônibus e vans durante o pleito.

Falou ainda sobre mensagens que mandou a um colega da PRF, nas quais apresentava suas “impressões” sobre as ordens da chefia.

“Expus as minhas impressões. Ele mandou para mim um link de reportagem que falava sobre favorecimento dos eleitores de Bolsonaro. Eu falei que aquele tipo de denúncia era previsível porque o inspetor Reischak tinha inclinação política ao ex-presidente da República. Falei que aquilo era previsível”, contou a testemunha da PGR.

Por diversas vezes, Adiel foi interrompido enquanto respondia, o que gerou resposta tanto do juiz que conduz a audiência, nesta segunda-feira (14/7), quanto do procurador.

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