Emissões de CO2 no Brasil em 2014 se mantêm praticamente estáveis

Houve queda no desmatamento da Amazônia, porém todos outros setores, em especial o de energia, apresentaram alta

atualizado

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Welington Pedro de Oliveira
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1 de 1 desmatamento - Foto: Welington Pedro de Oliveira

As emissões brasileiras de gases de efeito estufa apresentaram uma leve redução no ano passado em relação a 2013 e ficaram no patamar de 1,56 gigatoneladas de CO2-equivalente (Gt = bilhão de toneladas). É o que mostram os dados do novo relatório do Sistema de Estimativa de Emissões dos Gases de Efeito Estufa (Seeg), divulgado nesta quinta-feira, 19, pelo Observatório do Clima.

O levantamento, que traz a emissões totais do Brasil e por setor econômico, é oferecido desde 2013 e feito paralelamente ao oficial do governo federal. Entre seus principais resultados, o estudo mostra que apesar de ter havido uma queda de 9,7% nas emissões provenientes de mudanças no uso da terra, por conta da queda do desmatamento da Amazônia no período, todos outros setores, em especial o de energia, apresentaram alta, o que levou a taxa geral a ficar somente 0,9% menor que em 2013. Desde 2009, as emissões do País estão estáveis, em torno de 1,5 Gt.

Somente o setor de energia teve um aumento de 6% ao ano, apesar de a economia praticamente não ter crescido. É um reflexo da crise hídrica, que tem levado a um maior acionamento das termoelétricas, e também do aumento do consumo de gasolina e diesel no transporte. O dado confirma uma tendência dos últimos anos.

Como o jornal O Estado de S.Paulo mostrou na edição desta quinta-feira, as emissões para geração de eletricidade subiram 171% entre 2011 e 2014. E a intensidade de carbono, ou seja, quanto CO2 é emitido por unidade de energia gerada, subiu de 32,26 para 133. O dado vem de outro produto que o Seeg lança nessa quinta-feira – o Monitor Elétrico. Somente de 2013 para 2014 as emissões provenientes da geração de energia elétrica tiveram alta de 23%.

Por conta desses aumentos, todo o setor energético já responde por 30,7%, o segundo mais emissor do Brasil. A mudança de uso da terra, categoria onde se encaixa o desmatamento, ainda é o líder, com 31,2%. Em terceiro vem a agropecuária, com 27%.

Esses dados se referem às emissões diretas de cada setor. Mas quando a lupa recai sobre as emissões indiretas de cada atividade econômica, a agropecuária se mantém à frente, respondendo por 60% das emissões do País. Entram na sua conta as emissões do desmatamento provocado para a abertura de terras para pasto e lavoura. Essa participação, porém, já foi bem maior, de 82% em 2000.

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