MDB fala em manter neutralidade nas eleições presidenciais deste ano

Partido chefiado por Baleia Rossi deu aval para cada Estado escolher quem vai apoiar, seja de esquerda, centro ou direita

atualizado

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Baleia Rossi, Presidente Nacional do MDB, fala em evento. Ele usa camisa azul e segura microfone - Metrópoles
1 de 1 Baleia Rossi, Presidente Nacional do MDB, fala em evento. Ele usa camisa azul e segura microfone - Metrópoles - Foto: Fábio Vieira/Metrópoles

O Movimento Brasileiro Democrático (MDB) deve adotar uma posição de “neutralidade” nas eleições presidenciais deste ano. Conforme apurou o Metrópoles, o presidente da sigla, Baleia Rossi, deu o aval para que cada Estado escolha quem vai apoiar, seja candidato de esquerda, centro ou direita.

Embora Baleia desenhe algumas equações para o pleito de 2026, a escolha deverá ser feita pelos redutos eleitorais. Além da opção de se manter “neutro”, a segunda opção seria apoiar nomes ligados à centro/direita, como o governador Ratinho Júnior (PR) e Eduardo Leite (RS), ambos do PSD.

A terceira opção seria apoiar o pré-candidato ao Planalto pelo PL, Flávio Bolsonaro, indicado pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Outro recurso é ficar ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que deve concorrer à reeleição na tentativa de conquistar o quarto mandato.

Em 2022, o partido lançou a atual ministra do Orçamento, Simone Tebet, para a Presidência. Com a derrota, no entanto, foi liberado para que cada região apoiasse um candidato no segundo turno. A emedebista ficou ao lado do presidente Lula e conseguiu ganhar um ministério na Esplanada.


Futuro de Tebet ainda é uma incógnita

  • Lula batalha para emplacar um nome para concorrer ao governo de São Paulo (SP) contra Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP). O Estado é o maior colégios eleitorais do país. Seria conveniente para Lula ter um nome governista ao seu lado.
  • Tebet seria uma opção, diante da resistência do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), de concorrer tanto ao governo como ao Senado;
  • A ex-senadora é do reduto de Mato Grosso do Sul (MS), por onde pretendia concorrer a uma vaga na Casa Alta;
  • No entanto, o presidente Lula deve ter conversas com a emedebista nos próximos dias para entender os planos da atual ministra.

Atualmente, o MDB conta com 10 senadores e 19 deputados.

É de interesse do Planalto aumentar o número de parlamentares do MDB, caso o partido caminhe ao lado de Lula no próximo pleito. Atualmente, a sigla vota em favor de projetos do governo enviados ao Congresso.

O entorno da ministra já demonstrou que gostaria que ela concorresse pelo Mato Grosso do Sul, para ampliar a base governista no Congresso.

Aposta do PT está em Haddad

Como mostrou o Metrópoles, cúpula dura do Partido dos Trabalhadores (PT) defende que Haddad concorra ao governo de SP ou ao Senado, também pelo estado paulista.

O problema, no entanto, é que o próprio petista resiste a se candidatar a qualquer cargo, uma vez que quer ficar responsável pela coordenação da campanha do presidente Lula para um quarto mandato.

Na visão de petistas, o único cenário em Haddad concorra ao governo do SP seria se Tarcísio anunciasse a candidatura para a Presidência da República. Até o momento, o aliado de Bolsonaro sinalizou que não pretende concorrer ao Planalto.

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