Matou, esquartejou e colocou amigo na mala para revidar tapa no rosto

Preso em Tocantins, rapaz de 24 anos confessou crime de 2018 em Goiânia. Partes do corpo foram deixadas em mala e sacos plásticos

atualizado 04/03/2021 15:27

dois policiais civis de goiás, chegando à delegacia de homicídios com o suspeito de esquartejar o colega em 2018, em goiânia, goiásReprodução/PCGO

Goiânia – Uma briga por ciúmes e um tapa no rosto foram os motivos para a morte e o esquartejamento de Venilson Rodrigues dos Reis, em Goiânia. Partes do corpo dele foram colocadas em uma mala e em sacos plásticos, deixados dentro do banheiro de uma pensão, localizada no Setor Leste Universitário, em maio de 2018.

A Polícia Civil de Goiás (PCGO) elucidou o caso ao prender, nessa quarta-feira (3/3), em Marianópolis (TO), um amigo da vítima e que morava no mesmo local, Gerlan Rodrigues de Lima, de 24 anos. O rapaz confessou o crime e disse que usou uma faca para matar Venilson, depois de receber o tapa.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Rhaniel Almeida, Gerlan contou em depoimento que deu várias facadas no colega e que decidiu, então, esquartejar o corpo, usando, além da faca, um facão e uma marreta.

Fuga

O suspeito fugiu de Goiânia no dia seguinte. Desde então, a investigação passou a monitorar o caminho que ele teria tomado para localizá-lo. Ele passou por pelo menos duas cidades (Palmas e Pindorama), antes de se instalar em Marianópolis, que fica a 900 km de Goiânia.

“Na data do fato, eles estavam assistindo à TV na área comum da pensão, até que a vítima teria usado drogas e ficado alterada, passando a discutir com o suspeito. Segundo o investigado, Venilson o acusou de tentar se aproximar da namorada dele. ‘Deu a doida’ e falou que o cara estava olhando para a mulher dele”, conta o delegado.

Os crimes (homicídio e ocultação de cadáver) ocorreram à noite. Gerlan e Venilson dormiam em quartos separados e, pela dimensão da pensão, o delegado diz que é possível que ninguém tenha escutado nada.

O suspeito fez toda a limpeza do sangue antes de fugir. A mala e os sacos com as partes do corpo da vítima foram encontrados no dia seguinte por uma pessoa da pensão, e a polícia foi chamada. Gerlan teria cortado os membros inferiores e superiores e a cabeça de Venilson.

O local foi, no passado, uma fábrica de tecidos e, por isso, de acordo com o delegado, existiam esses objetos utilizados como armas do crime.

Veja o momento da chegada do preso à delegacia:

Participação de menor

O delegado fala que Gerlan confessou o crime sozinho, mas existem nos autos informações que dão conta da participação de um menor, que teria ajudado o suspeito a esquartejar o corpo de Venilson.

O rapaz foi identificado e, como era adolescente na época do crime, uma cópia do inquérito será remetida à Delegacia de Polícia de Apuração de Atos Infracionais (Depai) para formalizar a conduta dele.

No depoimento, segundo o delegado, Gerlan não demonstrou arrependimento. Ele já havia sido preso antes no Tocantins por tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo.

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