Master: Fachin antecipa volta a Brasília para gerenciar crise no STF

Presidente do STF conversa com ministros e tenta conter desgaste sobre caso Master. Fachin conversou com Toffoli e outros magistrados

atualizado

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Em evento do TJSP em Bauru, o presidente do STF e do Conselho Nacional de Justiça, Luiz Edson Fachin falou sobre organizações criminosas - Metrópoles
1 de 1 Em evento do TJSP em Bauru, o presidente do STF e do Conselho Nacional de Justiça, Luiz Edson Fachin falou sobre organizações criminosas - Metrópoles - Foto: Igo Estrela/ Metrópoles @igoestrela

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, antecipou o retorno a Brasília, na noite de segunda-feira (19/1), para tratar dos desgastes que o caso do Banco Master tem causado à Corte.

Fachin estava de férias, assim como outros ministros, neste janeiro. Ele havia conversado com integrantes do tribunal, mesmo distante de Brasília, mas optou por retornar à capital federal para gerenciar o momento de crise, com o caso Master em evidência.

O ministro alinhou agenda e seguirá, nesta terça-feira (20/1), para o Maranhão, onde conversará pessoalmente com o ministro Flávio Dino.

Fachin, segundo interlocutores, também conversou com o ministro Dias Toffoli, relator do caso Master na Corte. Os outros ministros com quem ele conversou foram: Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Nunes Marques, Cristiano Zanin, André Mendonça e Cármen Lúcia.

Presidente da Corte, Fachin atuou durante o recesso do Judiciário e entrou em férias após passar a presidência interina a Moraes, atual vice-presidente. Ambos atuaram em regime de revezamento nos casos urgentes que chegaram ao tribunal.

Os trabalhos do Judiciário retomam em 2 de fevereiro.

Master

O retorno de Fachin ocorre em um momento em que uma ala da política de Brasília defende que Toffoli deixe a relatoria do caso Master no STF.

Toffoli tem sido alvo de reclamações de delegados da Polícia Federal (PF), especialmente após a deflagração da segunda fase da Operação Compliance Zero, quando determinou que as provas obtidas na operação ficassem sob a guarda da Procuradoria-Geral da República (PGR), e não da autoridade policial.

Por decisão de Toffoli, quatro peritos da PF poderão acompanhar a extração de dados e a perícia das provas. Delegados, entretanto, avaliam que essa atribuição deveria caber ao setor responsável dentro da própria corporação, e não ao ministro. Um dos peritos indicados atuou no caso Lava Jato, e as investigações foram prorrogadas por mais 60 dias.

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