Andreza Matais

Como o Master fez R$ 150 milhões virar R$ 17 milhões no RioPrevidência

Fundo de previdência do Rio perdeu R$ 133 milhões em investimento ligado à Ambipar sob investigação da CVM

atualizado

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Divulgação/Ambipar
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1 de 1 Imagem de fachada de unidade da Ambipar - Metrópoles - Foto: Divulgação/Ambipar

Aportes do Master com recursos do BRB repetem o mesmo padrão de investimentos feitos pelo banco com dinheiro de fundos de previdência estaduais.

O Master, por exemplo, aplicou na Ambipar R$ 150 milhões do RioPrevidência, dos servidores estaduais do Rio de Janeiro. Fez isso por meio do fundo Texas I, administrado pelo banco. Como revelou a coluna Grande Angular, o BRB comprou R$ 1,6 bilhão em fundos que tinham ações na mesma empresa via Kyra FIA e Naples FIM CP.

Segundo a CVM (Comissão de Valores Mobiliários), o Texas I tem apenas sete cotistas – os nomes são resguardados por sigilo. A peculiaridade é que basicamente ele investe tudo em ações da Ambipar (AMBP3).

Assim como o BRB, o fundo de pensão teve um prejuízo milionário com o investimento na Ambipar. Os R$ 150 milhões aplicados viraram R$ 17 milhões com a desvalorização das ações da empresa, que entrou em recuperação judicial no ano passado. Um prejuízo de R$ 133 milhões.

A CVM investiga suspeitas de que Nelson Tanure e Daniel Vorcaro agiram em conluio com o fundador da Ambipar para inflar artificialmente o valor de mercado da companhia com os investimentos.

A movimentação teria feito as ações da Ambipar subirem 800% em três meses, o que teria favorecido Tanure, que disputava o leilão da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae). As ações valorizadas da Ambipar foram usadas por Tanure como garantia no negócio com a estatal.

O Texas é administrado pelo Master, mas pertence a Bluemac Asset Management Ltda. Os sócios são Alexandre Marchesani Canata e Felipe Mota Separovic Rodrigues. A coluna apurou que a captação de recursos da RioPrevidência foi feita pela gestora de recursos.

Tanure e Vorcaro são investigados pela Operação Complience Zero, da Polícia Federal. O caso tramita no Supremo, sob relatoria do ministro Dias Toffoli, por envolver um deputado federal. E políticos só podem ser investigados pela Corte.

Fundo de pensão é loteado por presidente do União Brasil

O fundo de previdência do Rio é controlado pelo presidente do União Brasil, Antonio Rueda. Partiu dele a indicação de Deivis Marcon Antunes, presidente da RioPrevidência 

Na partilha de cargos, o governador do Rio, Cláudio Castro (PL), entregou os postos para indicação de Rueda.

O chefe do União era um dos políticos do Centrão que frequentavam a casa de Vorcaro em Brasília, o que levanta suspeitas de direcionamento político na escolha do Master para investir dinheiro do fundo.

 

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