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Andreza Matais

Os tentáculos do PCC no resort da família de Dias Toffoli no Paraná

Executivo que atuou em negócio de Fabiano Zettel com família Toffoli é investigado por suposta lavagem para a facção paulista

atualizado

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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Ministro do Supremo Tribunal Federal STF José Antonio Dias Toffoli Metrópoles
1 de 1 Ministro do Supremo Tribunal Federal STF José Antonio Dias Toffoli Metrópoles - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

Um executivo investigado por suposta lavagem de dinheiro para a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) fez a ponte entre a gestora de investimentos REAG e familiares do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), na compra do Resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR).

Silvano Gersztel era o braço direito de João Carlos Mansur, fundador e ex-CEO da REAG, nos tempos áureos da empresa. Desde agosto deste ano, é investigado por sua participação em fundos de investimento criados pela REAG para, segundo os investigadores, dar aparência de legalidade a dinheiro advindo de atividades criminosas do PCC.

Em setembro de 2021, dois fundos administrados pela REAG e representados por Gersztel — Arleen e Leal — compraram uma parte da participação dos familiares de Dias Toffoli no Resort Tayayá. Por essa fatia, os dois fundos pagaram R$ 20 milhões, narram o repórter Luiz Vassalo e colegas no jornal O Estado de S.Paulo.

A coluna confirmou as informações em documentos da Junta Comercial do Paraná e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Nos registros da Receita Federal, Gersztel aparece como representante legal de dezenas de CNPJs associados à REAG. Era por meio desses CNPJs que a empresa administrava os fundos de investimento agora investigados.

Parte desses fundos foi batizada com nomes de personagens da animação infantil Frozen (2013), da Disney. É o caso dos fundos Hans 95, Olaf 95 e Anna FIDC. Nome apropriado para estruturas jurídicas que portavam “dinheiro frio” — ou seja, de origem ilegal.

Na época do investimento de R$ 20 milhões no Resort Tayayá, os fundos Arleen e Leal tinham como único cotista o pastor e empresário Fabiano Zettel. Ele é cunhado do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Como mostrou a coluna, o mesmo Resort acabou nas mãos de um advogado de Goiás, Paulo Humberto Barbosa, que é sócio e representante da gigante frigorífica J&F, dos irmãos Batista. Em 2023, a J&F foi agraciada com uma decisão de Toffoli que suspendeu o pagamento da multa bilionária da empresa.

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