Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

Marinho: Wagner deve deixar liderança do governo para "se defender"

Ministro do Trabalho, Luiz Marinho, avalia que Jaques Wagner poderia se dedicar a sua defesa, mas decisão sobre sair do governo cabe a Lula

24/06/2026 13:26, atualizado 24/06/2026 13:59
Compartilhar notícia
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Marinho: Wagner deve deixar liderança do governo para “se defender”

O ministro do Trababalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou, nesta quarta-feira (24/6), que é melhor o senador Jaques Wagner (PT-BA) deixar a liderança do governo no Senado para se defender.

O senador petista foi alvo da nona fase Operação Compliance Zero, que iniciou as apurações sobre as supostas fraudes no Banco Master. A ação foi realizada pela Polícia Federal (PF) na última quinta-feira (18/6).

“Tem momentos que, às vezes, a pessoa tem de deixar sua posição para se defender, ter mais condições de atuar, do que ficar ali na posição que está exercendo. Eu estou falando uma avaliação pessoal. De repente, se justifica deixar a liderança”, disse Marinho ao reforçar que a decisão cabe ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Marinho enfatizou, no entanto, que confia na inocência do colega de partido. “Eu acho que para ele, de fato, não tem absolutamente nada em relação ao Wager, porque ele é uma pessoa que a gente gosta e respeita muito, e tem uma atuação exemplar do Senado.”

No dia da operação, o senador estava na Bahia e, desde então, não retornou a Brasília. A expectativa é de que ele desembarque na capital federal nesta quarta para a conversa com Lula.

Mensagens

O nome do senador passou a constar na investigação após a análise de mensagens extraídas do celular de Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, o dono do Master. Os diálogos indicariam possível atuação dele no Congresso em favor do Banco Master.

Entre os pontos sob apuração está a articulação de apoio a propostas como a ampliação do crédito consignado e uma medida conhecida nos bastidores como “Emenda Master”, apresentada pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI).

Em contrapartida, a Polícia Federal apura a hipótese de que o parlamentar possa ter recebido vantagens indevidas, como um apartamento em Salvador avaliado em R$ 2,5 milhões, além de outros benefícios, que somariam ao menos R$ 3 milhões.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters