Marinho cobra “estatura” de Alcolumbre por impeachment de Moraes
A oposição cobra do Congresso um “pacote da paz” com anistia e impeachment do ministro Alexandre de Moraes
atualizado
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Ao propor um “pacote da paz” prevendo a “anistia ampla geral e irrestrita” e o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, o líder da oposição no Senado, Rogerio Marinho (PL-RN), cobrou que o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), tenha “estatura” para dar início a um processo de impedimento contra o ministro da Corte, que decretou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“É importante que o presidente Davi Alcolumbre entenda: é necessário que ele tenha estatura nesse momento e que ele permita a abertura do processo de impedimento por crime de responsabilidade em desfavor do ministro Alexandre de Moraes”, afirmou Marinho.
Veja a coletiva da oposição:
Durante a fala, Marinho ainda anunciou que, nesta terça-feira (5/8), a oposição irá obstruir as sessões da Câmara e do Senado.
“É uma medida extrema, nós entendemos, mas faz mais de 15 dias que eu, como líder da oposição, não consigo interlocução com o senador Davi Alcolumbre. É um desrespeito com a Casa e com o parlamento”, explicou. “O senador pode ser aliado do governo, mas não pode ficar de costas para instituição e do parlamento, ele representa o conjunto do Congresso Nacional.”
Além de Marinho, o senador Flávio Bolsonaro (PL), filho 01 de Bolsonaro, também participou da entrevista coletiva com os colegas de oposição, no gramado em frente ao Congresso. Ele apresentou a proposta do que chamou de “pacote da paz”, que engloba a “anistia ampla geral e irrestrita”, o impeachment do ministro Alexandre de Moraes e a PEC do fim do Foro Privilegiado.
“Não tem mais condições de nós não apreciarmos a anistia no plenário do Congresso, na Câmara e do Senado. Uma anistia ampla geral e irrestrita, que hoje não acontece porque há ameaças ao Congresso Nacional de que se nós votarmos essa matéria ela será declara inconstitucional e não é. É uma competência privativa do Congresso Nacional e nós temos que resgatar a independência dos poderes. Portanto, é uma exigência nossa que se paute a anistia”, declarou.
