Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

Flávio propõe "pacote da paz" com anistia e impeachment de Moraes

Senador Flávio Bolsonaro (PL) participa de coletiva da oposição após a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro

05/08/2025 11:32, atualizado 05/08/2025 13:22
Fotos: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Imagem colorida, Parlamentares da oposição concedem entrevista coletiva em reação à prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro- Metrópoles

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou, nesta terça-feira (5/8), a ideia da oposição de ⁠propor um “pacote da paz” ao Congresso, após a decretação da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Entre as medidas do pacote, estarão a “anistia ampla geral e irrestrita”, o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, e a PEC do Fim do Foro Privilegiado. Segundo o senador, esse seria um “conjunto de medidas com solução para os problemas do Brasil”.

Assista ao pronunciamento:

“Não tem mais condições de nós não apreciarmos a anistia no plenário do Congresso, na Câmara e no Senado. Uma anistia ampla geral e irrestrita, que hoje não acontece porque há ameaças ao Congresso Nacional de que, se nós votarmos essa matéria, ela será declarada inconstitucional, e não é. É uma competência privativa do Congresso Nacional e nós temos que resgatar a independência dos Poderes. Portanto, é uma exigência nossa que se paute a anistia”, declarou Flávio Bolsonaro.
Flávio propõe “pacote da paz” com anistia e impeachment de Moraes - destaque galeria
6 imagens
Flávio Bolsonaro fala com jornalistas
Flávio Bolsonaro se manifesta sobre a prisão domiciliar de seu pai
Flávio Bolsonaro responde questionamentos
Parlamentares reunidos em repúdio a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro
Flávio Bolsonaro e prlamentares da oposição concedem entrevista coletiva em reação à prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro- Metrópoles
Senador Flávio Bolsonaro
1 de 6

Senador Flávio Bolsonaro

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Flávio Bolsonaro fala com jornalistas
2 de 6

Flávio Bolsonaro fala com jornalistas

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Flávio Bolsonaro se manifesta sobre a prisão domiciliar de seu pai
3 de 6

Flávio Bolsonaro se manifesta sobre a prisão domiciliar de seu pai

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Flávio Bolsonaro responde questionamentos
4 de 6

Flávio Bolsonaro responde questionamentos

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Parlamentares reunidos em repúdio a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro
5 de 6

Parlamentares reunidos em repúdio a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro

Fotos: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Flávio Bolsonaro e prlamentares da oposição concedem entrevista coletiva em reação à prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro- Metrópoles
6 de 6

Flávio Bolsonaro e prlamentares da oposição concedem entrevista coletiva em reação à prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro- Metrópoles

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

A aprovação “imediata” da PEC que acaba com o foro privilegiado de parlamentares se dá depois que, segundo Flávio, “toda a jurisprudência do Supremo” foi alterada para julgar Bolsonaro na Primeira Turma do Supremo, sob relatoria de Moraes, e onde havia menos chance de abrir discordância.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles
“Michel Temer e Lula foram julgados onde? Na primeira instância, como deveria estar acontecendo com o presidente Bolsonaro, mas há ali uma articulação para que fosse mudado esse entendimento”, afirmou. “Isso não pode ser mais continuar sendo usado como um instrumento de pressão sob deputados e senadores”, completou Flávio.

Obstrução total

Em coletiva realizada na rampa em frente ao Congresso, a oposição aliada de Bolsonaro anunciou obstrução total na Câmara e no Senado até que sejam pautados temas do “pacote da paz”. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), disse que a ofensiva pode ser turbinada por partidos do chamado Centrão que querem se contrapor ao governo Lula. “Se é guerra que eles querem, é guerra que eles vão ter”.

O vice-presidente da Câmara, Altineu Côrtes (PL-RJ), disse que, se assumir a presidência plena da Casa na ausência de Hugo Motta, irá pautar a anistia.

“Diante dos fatos, quero registrar e já comuniquei o presidente Motta que, no primeiro momento em que eu exercer a presidência em ausência do presidente, irei pautar a anistia”, disse.

Não foi a única ofensiva contra os presidentes das Casas. O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), criticou Davi Alcolumbre e disse que o presidente do Senado precisa ter “estatura” e pautar o impeachment de Moraes. Marinho ainda disse que Alcolumbre não tem o recebido como líder da oposição e declarou “não ter interlocução” com o presidente do Congresso. Classificou a falta de diálogo como “um desrespeito”.