Eleição 2026

Marina Silva fala em “construção” e evita cravar que concorrerá em SP

De saída do MMA, Marina ainda não decidiu futuro político: se será candidata ao Senado por SP ou se vai compor a chapa de Haddad como vice

atualizado

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1 de 1 Marina-Silva-2-1-600×400 - Foto: Leonardo Hladczuk/Metrópoles @hldczk

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, afirmou nesta quarta-feira (1º/4) que ainda não decidiu se será candidata nas eleições por São Paulo neste ano.

Marina vai encerrar a passagem de mais de três anos à frente do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e será substituída pelo secretário-executivo da pasta, João Paulo Capobianco.

Filiada à Rede Sustentabilidade, Marina avalia deixar o partido para concorrer ao Senado por SP e declarou que já recebeu convites para migrar para outras siglas, como PT, PCdoB, PV, PSB, PSOL e PDT. “É uma alegria nesse nosso campo, nesse grande ecossistema, nesse grande bioma da democracia, que todos esses ecossistemas façam esse gesto”, disse.

A decisão, porém, precisa ser tomada até esta sexta-feira (3/4), quando a janela partidária se encerra. Após essa data, não é mais permitido mudar de sigla para concorrer às eleições deste ano.

A chefe da pasta também declarou que ainda espera que a Justiça decida a favor dela na disputa que trava com o grupo político de Heloísa Helena, que atualmente comanda a Rede. De acordo com Marina, ela e seus aliados buscam restabelecer o estatuto do partido, que “foi mudado de uma forma que não foi democrática”.

Marina utilizou uma metáfora do futebol para definir a situação partidária. “Essa discussão está em processo, assim, sabe quando você já está indo para aquela fase de decisão em pênaltis? Já está nessa fase, de prorrogação. Mas está tranquilo e vai pela minha teoria de fortalecer o ecossistema”, explicou.

“Hoje eu estou filiada à Rede, eu tenho um partido, somos da Federação Rede-PSOL (…). Não é uma questão de mudar de partido para ser candidata. Eu fundei a Rede, estou na Rede, sou filiada à Rede”, completou a ministra.

Questionada por jornalistas sobre o motivo de ainda não ter decidido o futuro político, Marina declarou que a chapa encabeçada por Fernando Haddad (PT) em São Paulo está fazendo uma “construção muito tranquila”. Marina também é ventilada como possível vice do ex-ministro da Fazenda na corrida ao Palácio dos Bandeirantes, mas o martelo ainda não foi batido pelo PT.

“A vice é uma construção que o ministro Haddad está fazendo e vai buscar uma vice, com certeza, que amplie cada vez mais esse excelente desempenho que ele já tem”, disse a, até então, titular da pasta do Meio Ambiente.

Durante coletiva de imprensa de balanço de gestão no MMA, em Brasília, a ministra de saída relatou que já se preparou “milimetricamente” para deixar a política várias vezes, mas que a atuação é encarada por ela como “missão” e “serviço”.

Marina já foi vereadora, deputada estadual, deputada federal, senadora, candidata à Presidência da República, além de ministra do Meio Ambiente também no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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