De saída da Rede, grupo de Marina Silva pode se dividir entre PT e PSB

Aliados têm conversas avançadas com o PSB e podem ir para o partido mesmo que Marina acerte ida ao PT. Futuro de ministra depende de Lula

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Diogo Zacarias/MF
Imagem colorida da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva - Metrópoles - Foto: Diogo Zacarias/MF

De saída da Rede Sustentabilidade, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e seu grupo, mantém conversas com outros partidos para definir seu futuro político e eleitoral. De acordo com interlocutores dela, a tendência é de que haja uma divisão entre o PT e o PSB da ala ligada à ministra.

Isso porque os “marinistas” se tornaram minoritário dentro da Rede, partido fundado por ela e hoje comandado pela ex-senadora Heloísa Helena.

Segundo aliados, uma das principais possibilidades é de que a ministra dispute o Senado por São Paulo no ano que vem. Interlocutores de Marina em diferentes legendas afirmam enxergar pouca disposição dela em disputar a reeleição como deputada federal.

O retorno?

A pessoas próximas, a ministra já chegou a afirmar que aceitaria ser suplente de Fernando Haddad (PT) em uma eventual candidatura ao Senado, podendo assumir a cadeira caso o ministro seja reconduzido à Esplanada em um cenário com Lula reeleito. Caso Haddad se candidate ao Governo de São Paulo ou não se lance às urnas, Marina pode ser o nome petista na disputa.

Além de ter conversado com a cúpula do PT para um possível retorno ao partido, Marina também já recebeu convites do PSol e do PSB e vem avaliando as propostas. De acordo com aliados da ministra, no entanto, a tendência é de que quadros ligados a ela em São Paulo acertem a transferência ao PSB, mesmo que Marina vá para o PT.

É o caso da vereadora Marina Bragante e da deputada estadual Marina Helou, que estão em conversas avançadas com o PSB e podem fechar com o partido até março. Outros quadros da Rede ligados a Marina, e que também podem engrossar a “debandada”, é o deputado federal Ricardo Galvão, que assumiu a cadeira como suplente de Guilherme Boulos (PSol), e o deputado Tulio Gadelha.

A ida de Marina ao PT ocorreria no contexto de uma negociação direta entre a ministra e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Alguns petistas têm defendido uma chapa de esquerda “centrista” na corrida ao Senado em São Paulo, como forma de fazer frente à aposta bolsonarista para a Casa, com Guilherme Derrite (PP) e outro candidato indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), provavelmente do PL.

Neste cenário, uma possível dupla seria composta por Marina e Simone Tebet, que mantém conversas com o PSB. Aliados de Lula também analisam Tebet como opção para o Governo de São Paulo.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comSão Paulo

Você quer ficar por dentro das notícias de São Paulo e receber notificações em tempo real?