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Pesquisa testa Tebet contra Tarcísio em SP e circula no governo Lula

Ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet foi testada ao governo de SP em pesquisa eleitoral, que foi mostrada a ministros de Lula

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Simone Tebet, ministra do Planejamento e Orçamento
1 de 1 Simone Tebet, ministra do Planejamento e Orçamento - Foto: Divulgação

Uma consultoria foi contratada por aliados de Simone Tebet (MDB) para testar o nome da ministra do Planejamento e Orçamento na disputa ao governo de São Paulo em 2026.

Os pesquisadores ouviram mil eleitores paulistas nos dias 22 e 23 de dezembro de 2025. O levantamento, obtido pelo Metrópoles, testou seis cenários para as eleições, quatro deles com Tebet (veja abaixo).

Além da ministra, outros quatro ministros do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tiveram acesso à sondagem com o nome da ex-senadora.

De acordo com interlocutores, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin (PSB); o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (Psol); o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação, Sidônio Palmeira.

Segundo aliados de Tebet, Alckmin foi o que demonstrou maior entusiasmo com o nome da ministra como candidata ao governo paulista. A alternativa serviria como um argumento a mais para o vice-presidente seguir na chapa presidencial com Lula.

Números da pesquisa

Em todos os cenários em que aparece entre os candidatos, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) venceria o primeiro turno com folga, no entanto, a ministra aparece com pontuação acima do esperado por aliados, considerando que Tebet é de outro estado.

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Após ser candidata à Presidência em 2022, obtendo 4% dos votos válidos, Tebet ganhou terreno entre eleitoras. Por outro lado, Tarcísio vê nesse eleitorado feminino um dos principais desafios eleitorais para 2026.

No único cenário testado sem Tarcísio, Tebet lidera contra o prefeito da capital Ricardo Nunes (MDB), o deputado Guilherme Derrite (PP-SP), a deputada Erika Hilton (Psol-SP), o secretário de governo de SP Gilberto Kassab (PSD) e o vice-governador Felício Ramuth (PSD).

Em alguns dos cenários testados há sobreposição de candidatos do mesmo partido que, em princípio, não têm expectativa de mudar de sigla. Além do cenário com Kassab e Ramuth, ambos do PSD, há um questionário em que concorrem Geraldo Alckmin e Márcio França, filiados ao PSB.

A pesquisa é feita para consumo interno de políticos, partidos e marqueteiros, e portanto, não foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas aplicou critérios da Justiça Eleitoral e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A margem de erro é de 3 pontos percentuais.

Viabilidade eleitoral

Para a candidatura de Tebet nas eleições ao governo de São Paulo se tornar viável, ao menos dois movimentos precisam ocorrer. Primeiro, a ministra deve trocar seu domicílio eleitoral de Mato Grosso do Sul para São Paulo.

Ela também teria de trocar de partido, já que o MDB em São Paulo apoia a reeleição de Tarcísio. E, caso o governador concorra à Presidência, o partido deve atuar para que o prefeito da capital paulista seja candidato ao governo.

Aliados falam sobre a possiblidade de Tebet se filiar ao PT ou ao PSB, partido de Alckmin. Ela já declarou que irá apoiar Lula nas eleições presidenciais. O prazo para mudança de domicílio eleitoral e de partido é 4 de abril.

Tebet também é cotada para disputar uma vaga para o Senado por São Paulo. Nunes já foi questionado sobre essa possibilidade e rechaçou.

“Ela não é de São Paulo, né? A Simone é de Mato Grosso. Eu, particularmente, com todo o carinho que eu tenho por ela, não vejo a menor condição de ser candidata ao Senado aqui no estado de São Paulo, porque ela nem é daqui. Já foi senadora por Mato Grosso, uma grande senadora. Poderia ser no Mato Grosso, né?”, disse o prefeito em outubro do ano passado.

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