Mãe de professor baleado diz que filho “pediu para não ser morto”

No momento do confronto não havia operação policial no local. A mulher também pediu para que o governo do estado olhe para as comunidades

atualizado 11/02/2020 18:41

O professor de jiu-jitsu Samuel Peixoto da Silva, de 25 anos, foi baleado na noite do último domingo (11/02/2020) no Morro da Mineira (RJ). A mãe do professor, Sônia Peixoto da Silva, de 65 anos, conta que o filho “pediu para não ser morto”. As informações são do jornal Extra.

Samuel Peixoto foi atingido por um único disparo nas costas durante um tiroteio entre traficantes de facções rivais que disputam o controle do tráfico de drogas na região. De acordo com a Polícia Militar, no momento do confronto não havia operação no local. O professor não tinha passagem pela polícia.

“Ele ainda disse que era trabalhador, mas o rapaz deu um tiro nas costas do meu filho. Está sendo uma coisa dolorosa. Eu cheguei a ver o sangue do meu filho no chão e isso tem me doído muito. Ele pediu para não ser morto porque tinha um filho para criar” contou a mãe do professor.

A mulher disse que o filho não recebeu atendimento adequado no Hospital Souza Aguiar após ser ser baleado e fez um apelo ao governador Wilson Witzel para que o governo do estado olhe com mais atenção para as comunidades do Rio.

“Peço que o governador olhe para nós. Moramos na comunidade mas não somos bandidos. Precisamos de apoio, de saúde, educação, lazer. O governador tem essa política de confronto, mas ele não mora na comunidade. Ele come e bebe do melhor” criticou a mulher.

Cerca de 300 pessoas participaram nesta terça-feira (11/02/2020) do enterro do professor de jiu-jitsu. Os alunos do projeto social em que Samuel dava aulas vestiram quimonos durante a despedida.

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