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Brasil

Lula recebe Fachin no Planalto após defender investigação de crise no STF

Presidente da Corte participa de cerimônia ao lado de Lula após acirramento da crise no Supremo Tribunal Federal

04/09/2026 11:31, atualizado 04/09/2026 12:01
Reprodução/YouTube
Lula recebe Fachin no Planalto após defender investigação de crise no STF

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu, na manhã desta sexta-feira (4/9), o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), e o procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, em cerimônia de sanções de projetos relacionados a fundos do sistema de Justiça, no Planalto. O ato se dá em meio ao acirramento da crise do Judiciário diante do embate entre Alexandre de Moraes e André Mendonça.

O ato foi marcado por discursos em defesa das instituições e da harmonia entre os Poderes.

“As instituições da República precisam ser preservadas, sobretudo nos momentos de maior tensão. Nenhuma autoridade está acima da Constituição, nenhum Poder está acima da lei e nenhum interesse circunstancial pode se sobrepor à integridade do Estado de Direto Democrático”, declarou Fachin.

Antes do ato, o presidente do STF havia retirado do Inquérito das Fake News o pedido de Moraes para investigar o colega André Mendonça e submeteu o caso à presidência, comandada por ele.

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“Os acontecimentos recentes demonstram o acerto e a urgência de três metas da nossa gestão: a adoção de um código de ética, o fim do inquérito das fake News e a modernização do sistema de Justiça”, disse Fachin, no Planalto.

No mesmo despacho, o presidente da Corte deu 5 dias úteis para Mendonça e a Procuradoria-Geral da República (PGR) elaborarem um parecer sobre as alegações de Moraes.

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Nessa quinta-feira (3/9), após o acirramento da crise em decorrência dos desdobramentos do caso do Banco Master, Lula se manifestou. Em vídeo divulgado à noite, o petista defendeu que “todo mundo” deve ser investigado, “sem blindagem de ninguém, doa a quem doer”.

“A democracia precisa de instituições fortes e respeitadas. Fica claro que o nosso sistema político e judiciário precisa de reformas profundas. É fundamental que se investigue todo mundo, sem blindagem de ninguém, doa a quem doer. O povo brasileiro tem o direito de saber a verdade”, defendeu o presidente.

Do evento no Planalto, nesta sexta, participam o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, também protagonistas da crise, além do ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, e outras autoridades do Poder Judiciário.

Escalada da crise

A crise na Suprema Corte escalou após o ministro Alexandre de Moraes apontar indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade, supostamente cometidos pelo ministro André Mendonça na condução das investigações sobre o caso Master.

O despacho encaminhado ao presidente da Corte no âmbito do Inquérito das Fake News cobra providências. A decisão ocorreu dois dias após Mendonça retirar o sigilo de um relatório da Polícia Federal (PF) que mostra contatos entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Nesta sexta, Fachin retirou o pedido de Moraes do Inquérito das Fake News e submeteu o caso à presidência. Ele também deu 5 dias úteis para Mendonça e a Procuradoria-Geral da República (PGR) elaborarem um parecer sobre as alegações de Moraes.