Lula pede para Trump pegar quem comete crime no Brasil e mora em Miami
Presidente do Brasil relatou alguns pontos da conversa que teve com Donald Trump por telefone nessa terça-feira (2/12)
atualizado
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) falou sobre sua conversa por telefone com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ocorrida nessa terça-feira (2/12). O petista conversou com o colega norte-americano sobre as taxações impostas a produtos brasileiros, e a conversa se estendeu para a área de segurança pública.
O presidente brasileiro disse a Trump que os países precisam cooperar no combate ao crime organizado. “Porque tem gente importante que pratica crime aqui no Brasil, que mora em Miami”, disse Lula, em entrevista concedida à TV Verde Mares nesta quarta-feira (3/12).
“Disse que era importante rever isso; disse que era importante que a gente discutisse a questão do crime organizado, porque é preciso combater o crime organizado, e nós temos gente importante que pratica crime aqui no Brasil que mora em Miami”, destacou Lula.
O presidente brasileiro disse a Trump que não é preciso usar armas, mas sim inteligência, para combater o crime organizado. A conversa por telefone entre os dois durou cerca de 40 minutos.
Lula ainda ressaltou que enviou documentos para Trump explicando o que pode ser feito pelos EUA em conjunto com o Brasil no combate ao crime organizado, e ressaltou que o republicano mostrou “total disposição” em trabalhar junto com o Brasil e dará todo o apoio a iniciativas entre os dois países para enfrentar organizações criminosas.
“Disse para ele que estamos disposto a trabalhar juntos para combater o crime organizado, na fronteira, aonde estiver. Porque o crime organizado é um atraso para a sociedade, é uma violência contra a economia dos estados, contra a liberdade, então foi uma conversa extraordinária”, afirmou Lula.
Quanto às tarifas, Lula demonstrou otimismo: ressaltou que foi muito positiva a retirada da taxa de 40% sobre alguns produtos brasileiros, e destacou que há outros produtos tarifados que precisam ser discutidos com os EUA, afirmando que está “convencido que vem coisa boa por aí”.
