Lula minimiza pré-candidatura de Flávio Bolsonaro: “Eles perderão”
Em entrevista, o presidente falou pela primeira vez sobre a possibilidade de enfrentar Flávio nas urnas e disse ter esperanças sobre Pacheco
atualizado
Compartilhar notícia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) minimizou a possibilidade de enfrentar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na disputa pelo Palácio do Planalto nas eleições do ano que vem.
Em entrevista a veículos mineiros, nesta quinta-feira (11/12), o petista mencionou a indefinição no campo da direita em torno de um candidato e afirmou que, independente de quem seja o adversário, ele vencerá o pleito.
“A gente não escolhe candidato, adversário. Eu vejo toda hora Caiado, eu vejo toda hora Tarcísio, eu vejo toda hora Zema, eu vejo toda hora Ratinho, eu vejo toda hora Flávio, Michelle, Eduardo, Bolsonaro, sei lá, inventam um monte de nomes. Ou seja, quem inventa muito nome é porque não tem nenhum. Eles estão em dúvida porque eles sabem de uma coisa: eles perderão as eleições em 2026. Eles perderão”, disse o presidente.
Na última sexta-feira, Flávio Bolsonaro anunciou sua pré-candidatura ao Planalto. O anúncio teve o aval do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas há resistência, sobretudo por parte do Centrão, que prefere lançar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) para enfrentar Lula no ano que vem.
“A esperança é a última que morre”, diz Lula sobre Pacheco
Durante a entrevista, o titular do Planalto afirmou que ainda alimenta esperanças de que o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) dispute as eleições ao governo de Minas Gerais em 2026. Pacheco, porém, manifestou o desejo de deixar a vida política ao término do mandato, no início de 2027.
O senador tinha esperanças de ser o indicado pelo chefe do Executivo para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF), mas Lula escolheu o advogado-geral da União, Jorge Messias.
“A esperança é a última que morre. Eu sinceramente quando comecei a alimentar na minha cabeça e tentar alimentar o companheiro Pacheco da importância dele ser candidato ao governo do estado, é porque eu aprendi a gostar do Pacheco. Acho ele uma pessoa extremamente competente, […] ele está talhado para assumir essa tarefa”, declarou Lula.
O presidente destacou que ainda pretende trabalhar para convencer o senador.
“Ele relutou, relutou, relutou, mas ele pensa que eu desisti. Eu não desisti. Nós temos todo o tempo do mundo ainda”, afirmou. “Na hora que chegar o momento de decidir, se ele não quiser mesmo, nós vamos tentar trabalhar outras pessoas e vamos encontrar um candidato aqui para governar Minas Gerais de verdade”, completou Lula.
O pestista cumpre agenda em Belo Horizonte e Itabira nesta quinta, enquanto enfrenta um impasse sobre o palanque no estado para 2026, que enfrenta um cenário eleitoral indefinido.
Lula também comentou sobre os nomes ventilados para compor seu palanque. Entre eles, estão o do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), do deputado estadual Tadeu Leite (MDB), da prefeita de Contagem Marília Campos (PT), e da prefeita de Juiz de Fora Margarida Salomão (PT).
“Nós temos o Kalil, que eu já apoiei o Kalil aqui na eleição passada. Nós temos agora o Tadeuzinho que tem gente já dizendo o nome do Tadeuzinho para ser. Nós temos duas prefeitas importantes, nós temos Juiz de Fora e temos Contagem […] e nós temos ministros aqui, nós temos deputados aqui. Ou seja, eu não tenho pressa. Quem tem pressa come cru. Eu vou esperar o tempo passar”, analisou.

